A importância dos cabos submarinos para a evolução e a mineração de criptomoedas

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A internet trouxe velocidade para a vida moderna, por isso hoje é essencial estar conectado à rede para que uma economia cresça. Os países que menos apresentam internet são os africanos, e dessa maneira eles sofrem com a marginalização agora também no espaço digital. Apenas 5% do total dos usuários de internet provém de territórios africanos, o que mostra a disparidade em relação aos Estados Unidos da América, à China, e até mesmo ao Brasil.

Mas para mudar esta realidade e se modernizarem, vários países estão batalhando para entrarem no mundo digital como boa parte da população mundial, no qual as criptomoedas e outras grandes inovações estão inseridas. Recentemente foi concluída a obra de um cabo entre o Brasil e Angola o qual recebeu o nome de South Atlantic Cable System SACS, ou ainda Angola-Brazil Cable.

Este cabo liga as cidades de Luanda e Fortaleza, passando também por Fernando de Noronha, e vai permitir uma maior velocidade de comunicação entre as duas regiões. Antes desse cabo, toda a comunicação do Brasil com diversos países da África passava pelo território europeu, e agora isso não será mais necessário.

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Tanto Angola quanto o Brasil poderão realizar trocas comerciais e transferências internacionais de forma muito mais facilitada e mais rápida. Ou seja, dá para perceber que os esforços para tornar a internet cada vez mais global são amplos, e que as tendências em soluções digitais só vão crescer. As economias de todo o mundo sabem da importância de investir no meio digital.

Um outro ponto importante é que esses projetos tendem a melhorar a qualidade da internet também, o que no futuro poderá ajudar o processo de mineração de criptomoedas. Hoje a África é considerada uma das piores áreas para minerar criptomoedas, já que tem uma infraestrutura escassa, tendo apagões de energia recorrentes.

Angola é um dos países africanos com melhor infraestrutura e tem também a internet mais barata, pois há investimento no setor. Além desse cabo, vários outros foram criados para ligar a África ao mundo, como a rede de cabos West Coast and East Coast. Esses cabos ligam principalmente as cidades costeiras com outras partes do mundo.

Por fim, em relação ao Brasil, mais e mais cabos submarinos foram lançados entre o final de 2018 e o começo de 2019, entre eles: Tannat, que ligará Praia Grande (SP) a Maldonado (Uruguai), Júnior, o qual ligará Rio de Janeiro à Praia Grande, e ARBR o qual ligará Brasil a Argentina.

Todos esses novos cabos melhorarão ainda mais a infraestrutura de telecomunicações no Brasil. O cabo Júnior, por exemplo, vai transmitir apenas dados da empresa de tecnologia de informação Google, mostrando também a importância dos polos econômicos e culturais do Brasil, com as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

O Google afirma que criar uma rede de infraestrutura para a transmissão de todo o seu conteúdo é fundamental para manter o fluxo de informações.  Vale ressaltar que este novo cabo é de uso privado e exclusivo da empresa.