Tom Lee, presidente da Bitmine, acredita que as criptomoedas estão no início de um mercado de alta. Participando da conferência TOKEN2049, o executivo falou sobre empresas de tesouraria, tokenização, integração entre IA e cripto, Ethereum e, obviamente, a sua própria empresa.
Atualmente, a Bitmine detém 6,9 milhões de ETH, avaliados em US$ 14,4 bilhões e representando 4,9% da oferta total da criptomoeda. No geral, seu caixa só é menor que o da Strategy, que mantém US$ 69 bilhões em Bitcoin.

Executivo fala sobre início do mercado de alta das criptomoedas
Embora o Bitcoin tenha valorizado 51,3% entre julho e agosto, a criptomoeda passou os últimos 30 dias sem conseguir romper a faixa dos US$ 87.350. O mesmo acontece com o Ethereum, que luta para sair da região dos US$ 2.500.
Para Tom Lee, embora muitas pessoas vejam essa tendência de alta como frágil, nada sobe em linha reta.
“Estamos no início de um mercado de alta das criptomoedas. Se eu tivesse que definir uma data para isso, diria que foi em agosto. Mas talvez vocês estejam em dúvida se realmente estamos em um mercado de alta das criptomoedas, porque as pessoas acham que ele é frágil. Só que é exatamente isso que acontece no início de um ciclo de alta.”
Citando exemplos para fortalecer seus argumentos, o executivo aponta que gigantes institucionais como Franklin Templeton, Fidelity e BlackRock estão apontando para esta alta, algo que nunca foi visto nos últimos três ciclos de baixa.
Outro ponto mencionado foi o Bitcoin estar acima de sua média móvel de 200 dias, algo que aconteceu no dia 19 de agosto, quando o Ethereum formou uma cruz dourada em seu gráfico contra o dólar americano.
“Desde 2010, o Bitcoin apresenta retornos positivos em média em 80% das vezes nos seis meses seguintes [do cruzamento da média móvel de 200 dias], com ganhos de 200%. O Ethereum registra ganhos médios de 290%.”

Executivo também abordou outros temas do mercado, como tokenização, tesourarias e IA
Continuando com sua apresentação, Tom Lee aponta que o mercado cripto passou por grandes desafios neste ano, incluindo a disparada do petróleo e o aumento das taxas de juros pelo Fed, mas mesmo assim conseguiu apresentar bons resultados.
“O mercado cripto está ignorando o fato de que o Fed tem sido basicamente hostil.”
Em relação ao Ethereum, o executivo destaca que os ciclos passados da criptomoeda foram marcados pelas ICOs entre 2016 e 2017 e, então, pelos NFTs, dentre outros casos de uso, entre 2019 e 2021.
Embora o ETH não tenha desempenhado bem no último ciclo, Lee aponta que o próximo ciclo pode ser ainda maior que os anteriores devido à chegada de ativos tokenizados em sua rede, bem como aos agentes de IA fazendo transações.
“Essa é uma onda gigantesca. Qual é o tamanho dela? Bem, o mercado cripto movimenta US$ 2 trilhões. Hoje, existem US$ 200 trilhões em ativos líquidos fora do mercado cripto, e esse montante cresce US$ 7 trilhões por ano. Se você já se perguntou de onde vem o dinheiro para construir data centers, são US$ 7 trilhões em dinheiro novo todos os anos. Somente os três maiores mercados já representam US$ 160 trilhões que podem ingressar no mercado cripto. Lembre-se, a proporção é de 1 para 37. Cada US$ 1 trilhão que entrar no mercado cripto o transformaria em um mercado de US$ 37 trilhões.”

Tom Lee afirma que Bitmine não comprará mais Ethereum após atingir 5% da oferta da criptomoeda
Em relação à sua própria empresa, Tom Lee afirma que a Bitmine não comprará mais Ethereum após atingir a marca de 5% da oferta da criptomoeda. Quanto às previsões de preço sobre o ETH, o executivo considera um alvo de US$ 22.000 por moeda como meta conservadora e US$ 62.000 como alvo.
No momento desta redação, o ETH é negociado por US$ 2.380. Isso significa que o ETH precisa valorizar 9,2 vezes e 26 vezes, respectivamente, para atingir essas marcas.
“A segunda questão é que queríamos alcançar 5% da oferta de Ethereum. Esse é um limite rígido. Não vamos acumular mais do que 5%.”
Seguindo, Lee explica que eles conseguiram chegar à marca de 4,9% em apenas 15 meses com essa estratégia de acumulação.
“Existem apenas seis ações de empresas do setor cripto no Russell 1000. Somos a única empresa com exposição ao Ethereum. Isso significa que, quando grandes instituições e fundos de hedge dizem que querem se expor às criptomoedas, existe apenas uma ação que vão comprar, que é a da Bitmine. Mas estabelecemos um limite rígido de 5%. Não vamos possuir mais de 5% do Ethereum. Foi algo que Vitalik, de certa forma, nos pediu para fazer: parar em 5%. Justin Drake, da Fundação Ethereum, também está envolvido nessa questão. Vamos parar em 5%.”

