Base de dados do CPF é transferida para tecnologia blockchain

Paulo Carvalho
Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi,...
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A base de dados do CPF foi transferida para a tecnologia blockchain em 2018. Até mesmo a Receita Federal reconheceu a importância dessa tecnologia na descentralização dos dados. Dessa forma, a blockchain passou a ser base para o armazenamento de dados referentes aos Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no país.

A tecnologia blockchain permite o armazenamento de dados de forma segura e descentralizada. Além disso, essa tecnologia proporciona mais segurança e transparência em relação as informações nela contida, já que dificilmente aconteceria uma centralização de dados através da blockchain.

O serviço de armazenamento de dados do CPF mudou oficialmente já no final de 2018. Essa mudança somente aconteceu após a Receita Federal brasileira trabalhar em conjunto com o Dataprev. Sendo assim, a parceria resultou em um sistema mais leve e com menos custo de gerenciamento de dados referentes ao CPF de milhões de brasileiros.

Servidora é responsável por ter criado o b-CPF

Cláudia Maria Andrade é coordenadora-geral de TI da Receita Federal. Foi através dela que o projeto ganhou vida no órgão, após Cláudia trabalhar em diversos setores do órgão por cerca de 25 anos. Chamado de b-CPF, o projeto de Cláudia permitiu uma integração total da base dados do título com a tecnologia blockchain.

Além de proporcionar uma significativa melhoria no sistema da Receita Federal, Cláudia foi recentemente premiada. Por outro lado, por causa do b-CPF, a especialista recebeu o prêmio IT Mídia. Dessa forma, Cláudia foi premiada na categoria setor público, no prêmio em que o projeto envolvendo o CPF e a tecnologia blockchain foi reconhecido como o melhor apresentado nesta faixa de premiação.

Tecnologia blockchain torna-se grande aliada ao CPF

Segundo Cláudia, o b-CPF permite transparência total em relação aos dados nele contidos. A especialista comentou sobre seu projeto em recente entrevista. Com o sistema, a diretora-geral de TI da Receita Federal reconhece que a tecnologia blockchain pode ser um diferencial em relação a outros sistemas de armazenamento e gerenciamento de dados, como o webservice, por exemplo.

Antes da tecnologia blockchain era através do webservice que o armazenamento e gerenciamento de dados acontecia em relação as informações sobre o CPF. Desse modo, Cláudia acredita que a blockchain é mais segura e apresenta um custo menor que outras tecnologias.

“Com A Blockchain, tenho uma solução que é segura e com um custo bem inferior”.

Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".
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