Bitcoin é “uma pirâmide chancelada e organizada”, diz fundador do Brasil Plural

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Eduardo Moreira, sócio-fundador do Brasil Plural, falando sobre Bitcoin. Fonte: ICL/Reprodução.

Eduardo Moreira, sócio-fundador do Brasil Plural e vencedor do iBest 2023 na categoria Influenciador de Economia e Negócios, acredita que o Bitcoin só está sobrevivendo a esse crash do mercado porque ele é “uma pirâmide chancelada e organizada”.

Suas falas foram ditas nesta segunda-feira (7) em um programa ao vivo do Instituto Conhecimento Liberta.

Enquanto o Bitcoin cai 6,5% nos últimos 7 dias, nomes como Apple chegam a cair 16,3% no mesmo período. Apesar de também estar caindo, a criptomoeda mostrou maturidade nos últimos dias, algo impensável há alguns anos.

Co-fundador do Brasil Plural não acredita na força do Bitcoin

Devido a sua escassez, muitos investidores passaram a chamar o Bitcoin de ‘ouro digital’. Indo além, outros destacam que a criptomoeda possui até mesmo vantagens frente ao metal, incluindo facilidade de armazenamento, transportabilidade, verificabilidade e outros.

No entanto, nem todos concordam com essas afirmações.

Eduardo Moreira, co-fundador da Brasil Plural e criador da marca Genial Investimentos, descreveu o Bitcoin como uma pirâmide financeira nesta segunda-feira (7) enquanto a criptomoeda aguentava o crash mundial das ações.

“O Bitcoin, por exemplo, na sexta ele subiu. Ele segurou super bem. Por quê? Porque o pessoal forçou. Tem dois motivos”, iniciou Moreira. “O pessoal forçou muito a barra daquela de “ah, mas o Bitcoin é um ativo real, é que nem ouro, que as pessoas vão querer ter em momento de crise”, o que é uma maluquice. Ele é exatamente o único ativo que de real não tem nada. O negócio é 100% virtual.”

“O pessoal fica bravo quando eu falo isso, mas é isso aí. É uma pirâmide chancelada e organizada, mas é uma pirâmide esse negócio.”

Seguindo, Moreira afirma que “o único motivo que faz o Bitcoin subir” é porque tem “mais gente comprando”. Ou seja, o mesmo motivo que explica as flutuações do ouro, mas com um olhar mais cético por não ser um ativo tangível.

Outra característica similar ao ouro é a sua neutralidade política. Ou seja, o Bitcoin não está sendo afetado diretamente por essa guerra comercial, estando refém apenas da política monetária dos EUA para controlar uma possível volta da inflação no país.

Tal tendência por ativos digitais, entretanto, vai muito além das criptomoedas. No mês passado, por exemplo, a Bloomberg destacou que o mercado de skins do jogo Counter-Strike 2 atingiram novas máximas, superando até mesmo o índice S&P 500.

Voltando a Moreira, o influenciador aponta que o Bitcoin caiu para os US$ 75.000 na manhã desta segunda-feira (7). No entanto, a criptomoeda voltou a subir nesta terça (8).

“O pessoal acreditou nessa história de que ele é um ativo real que o pessoal ia buscar, que nem busca obras de arte, que nem busca o ouro quando tem crise. Ele subiu. Essa manhã ele já tinha rompido 75 mil para baixo.”

O vídeo completo de Eduardo Moreira analisando o crash do mercado acionário, incluindo suas falas sobre o Bitcoin, pode ser assistido na íntegra abaixo.

Trump pode estar por trás de uma das maiores mudanças geopolíticas da história, diz Eduardo Moreira.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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