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Bitcoin pode chegar a US$ 500 mil até 2030, diz CEO da Strive

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Matt Cole, CEO da Strive, acredita que o Bitcoin pode chegar a US$ 500 mil até 2030. Participando de uma conversa no canal ‘What Bitcoin Did’, o executivo criticou a visão de curto prazo de outros investidores.

Atualmente, a Strive mantém a quinta maior reserva de Bitcoin dentre empresas públicas, totalizando 29.462 moedas (US$ 2,5 bilhões). Na sua frente estão apenas Strategy (848.000 BTC), Metaplanet (44.000 BTC), Twenty One Capital (43.514 BTC) e a mineradora MARA Holdings (35.577 BTC).

Recentemente, Michael Saylor citou o nome da Strive ao defender que essa concorrência entre empresas de tesouraria pode beneficiar ambas as partes.

CEO da Strive acredita que mudanças macroeconômicas podem beneficiar o Bitcoin nos próximos anos

Com o mercado de baixa dado como encerrado por muitos players do mercado, diversos gestores, analistas e executivos recentemente passaram a fazer previsões muito otimistas para o Bitcoin nos próximos anos.

Para Matt Cole, CEO da Strive, o alvo está na casa dos US$ 500 mil. Isso significaria uma alta de 483% em relação ao preço atual e de 296% em relação ao topo histórico da criptomoeda, registrado em 2025.

Iniciando seus comentários sobre o assunto, o executivo falou primeiro sobre o topo passado e o mercado de baixa para explicar sua visão.

“Acho que o interessante é que o Bitcoin caiu 50%. Ele ainda caiu até a sua média móvel de 200 semanas. E parte disso aconteceu porque tivemos um mercado de alta relativamente pouco atraente. Então o Bitcoin não subiu tanto e, por isso, não precisou cair tanto para chegar à sua média móvel de 200 semanas. Então tivemos menos euforia e, consequentemente, menos necessidade de uma correção. Acredito que parte disso se deveu à institucionalização do Bitcoin. Mas você tem investidores de longo prazo que consideraram o Bitcoin na média móvel de 200 semanas atraente e começaram a comprar na queda.”

Bitcoin encontrou suporte na média móvel de 200 semanas antes de voltar a subir com força em agosto. Fonte: TradingView/Reprodução.

Seguindo, Cole aponta que as mudanças macroeconômicas refletiram no sentimento dos investidores sobre o Bitcoin e critica aqueles que pensam no curto prazo.

Como exemplo, nota que algumas pessoas estão fazendo previsões de que o Bitcoin voltará para a sua máxima histórica ainda este ano, algo que ele diz não ter nenhuma razão para acreditar ou duvidar disso.

“Você amplia o horizonte e diz: “Acho que o Bitcoin pode estar em US$ 500 mil até o final de 2030.” E acho que a média das pessoas diria: “Isso é, na verdade, mais alto do que eu esperava”, porque elas certamente pensam em retornos decrescentes. Talvez o Bitcoin suba apenas para US$ 250 mil ao longo dos próximos anos. Acredito que essa diferença entre pensar no curto e no longo prazo é simplesmente uma questão de juros compostos. As pessoas têm dificuldade em entender o efeito dos juros compostos. Elas pensam demais no curto prazo e pouco em dar um ‘zoom out’.”

Em outros trechos, o executivo também falou sobre a dívida pública americana, inteligência artificial, diferenças entre estratégias de empresas de tesouraria de Bitcoin e, obviamente, sobre a sua própria empresa, a Strive.

Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK