
Mercado de criptomoedas está avaliado em US$ 2,9 trilhões, sendo US$ 1,7 trilhão ligado ao Bitcoin. Imagem: Jievani/Pexels.
Negociado acima dos US$ 85.000 nesta quarta-feira (30), o Bitcoin se prepara para fechar o mês em alta de 6,6%. No trimestre, os ganhos chegam a 43%, o melhor desempenho trimestral desde o 4º trimestre de 2024, que foi impulsionado pela vitória de Trump nas eleições americanas.
A valorização acompanha o fluxo dos ETFs que, embora tenham diminuído as compras recentemente, registram nove dias consecutivos de entradas.
Além disso, outras criptomoedas acompanham o bom momento do Bitcoin. Atualmente, o valor de mercado do setor está avaliado em US$ 2,9 trilhões, sendo US$ 1,7 trilhão para o Bitcoin e US$ 1,2 trilhão para todas as outras moedas somadas.
Participando de um evento no Detroit Economic Club (DEC) nesta terça-feira (29), Michael Barr, governador do Fed, falou sobre a política monetária do BC americano, mostrando-se preocupado com a inflação e sugerindo novos aumentos na taxa de juros.
Por outro lado, John Williams, presidente do Fed de Nova York, participou de outro evento na University at Buffalo, onde sugeriu que os juros podem voltar a subir somente ao fim do ano.
“Com a decisão de política monetária tomada em nossa reunião de setembro, não há necessidade de urgência, e temos tempo para coletar mais informações. O acúmulo de mais dados deverá proporcionar maior clareza sobre as tendências subjacentes da economia e os riscos relacionados ao cumprimento de nossas metas e, consequentemente, sobre a configuração adequada da política monetária. Se a economia evoluir de maneira amplamente consistente com minha previsão, um novo aumento da faixa-alvo dos Fed Funds pode ser apropriado no fim deste ano para apoiar um retorno mais rápido da inflação à meta.”
Conforme a decisão de subir os juros na última reunião foi unânime, essa divisão de opiniões entre Barr e Williams mostra que esse pode não ser o caso para a reunião marcada para o dia 29 de outubro.
Dado isso, antes o mercado apontava para 69% de chances de um aumento nos juros, mas esses números caíram para 34% nesta quarta-feira (30).
Devido às falas dos dirigentes do Fed e às mudanças nas previsões sobre a próxima reunião do BC americano, o Bitcoin voltou a operar acima dos US$ 85.000 nesta quarta-feira (30).
Embora setembro seja historicamente o pior mês para o Bitcoin, a criptomoeda acumula ganhos de 6,6% no período. Além disso, esse já é o quarto setembro seguido que a criptomoeda registra valorização.
Como pode ser visto na imagem acima, o Bitcoin registrou ganhos de 7,4% em julho e 25% em agosto.
Portanto, os ganhos do trimestre chegam a 43,1%, sendo o melhor desempenho trimestral desde a vitória de Trump nas eleições de 2024.
Outras criptomoedas acompanham essa tendência e o mercado chega a US$ 2,9 trilhões.
Servindo como um termômetro para o mercado, os ETFs americanos de Bitcoin registraram entradas de US$ 999 milhões no dia 21 de setembro, sendo o maior fluxo diário desde outubro de 2025.
Embora as compras não tenham se mantido nesses níveis, os fundos chegam ao seu 9º dia seguido de entradas, refletindo o otimismo do mercado.
No mês, o total de compras chega a US$ 2,8 bilhões, seguido por outros US$ 3,5 bilhões em agosto e somente US$ 172 milhões em julho.
Por fim, a expectativa de especialistas é que a região dos US$ 80.000 se torne um importante suporte para a criptomoeda e a alta continue no médio e longo prazo.