
Lista de entidades sancionadas conta com nomes como Lazarus Group, HTX, Hamas, dentre outros. Imagem: Redes sociais/Reprodução.
A Bybit, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, enviou um e-mail para seus clientes nesta segunda-feira (28) compartilhando uma longa lista de empresas e entidades sancionadas, proibindo transações com essas contrapartes.
O documento lista mais de cem nomes, incluindo mixers que já foram fechados, como Blender[.]io e ChpMixer, bem como o Hamas e até mesmo a corretora de criptomoedas HTX (antiga Huobi).
No texto, a Bybit recomenda que seus usuários não recebam ou enviem criptomoedas para essas empresas e, caso tenham criptomoedas com uma delas, busquem orientação jurídica.
Explicando o motivo de sua decisão, a Bybit informa que as empresas e entidades listadas foram sancionadas por governos. Somado a isso, seus próprios termos e condições proíbem a transferência de fundos de/para essas contrapartes.
“Você não pode enviar criptomoedas para elas nem receber criptomoedas delas usando sua conta, seja direta ou indiretamente. Podemos adicionar Contrapartes Restritas a essa lista a qualquer momento, e podemos restringir uma transferência envolvendo uma contraparte que ainda não esteja na lista.”
A lista é extensa, contando com nomes como HTX, EXMO, A7 Nigeria, A7 Africa, dentre outras, sancionadas pelo Reino Unido em julho deste ano, bem como mixers como ChipMixer e Blender[.]io, sancionados pelos EUA em 2023 e 2022, respectivamente.
Outros nomes em destaque são o Lazarus Group, famoso grupo de hackers da Coreia do Norte, e o Hamas, classificado como organização terrorista por diversos países.
“Quando é identificada uma conexão com uma Entidade Proibida, a Bybit se reserva o direito de tomar as medidas cabíveis para cumprir essa restrição ou a legislação da jurisdição relevante, incluindo a suspensão ou encerramento de qualquer Conta, o bloqueio de qualquer transação ou dos fundos envolvidos, o envio dos relatórios regulatórios pertinentes e a liquidação de quaisquer posições abertas.”
Caso o usuário saiba que realizou uma transação com uma dessas entidades, a Bybit recomenda que ele informe a corretora. No entanto, a empresa nota que as transferências de criptomoedas são públicas e essa identificação não depende do usuário.
Finalizando, a Bybit afirma que restrições se aplicam independentemente do valor da transação e que isso se aplica tanto para transações diretas quanto indiretas. Além disso, também aponta que as regras de seu próprio país também podem ser aplicadas contra o usuário, de modo que outras medidas podem ser tomadas.