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CEO da Bitget suspeita que ataque de US$ 350 milhões contra sua corretora foi realizado por hackers da Coreia do Norte

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Gracy Chen, CEO da Bitget, realizou uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (24), revelando detalhes sobre o ataque contra sua corretora e quais medidas estão sendo tomadas.

Como destaque, a executiva diz suspeitar que hackers norte-coreanos estão por trás do ataque devido à identificação de endereços de IP ligados a serviços de VPN comumente utilizados por esses grupos.

Outro detalhe é que a corretora afirma manter um fundo de proteção de US$ 464 milhões, superando o valor roubado em mais de US$ 113 milhões.

CEO da Bitget afirma que eles ainda não sabem como o ataque foi realizado

Na tarde desta quinta-feira (24), relatos apontavam para transações suspeitas partindo das carteiras da Bitget para um endereço sem marcação. Mais tarde, stablecoins como USDT e USDC, que podem ser congeladas via contrato inteligente, foram convertidas em Ethereum para possivelmente evitar esse confisco.

Portanto, isso indicava que a corretora havia sofrido um ataque de US$ 183 milhões.

Pouco depois, a Bitget confirmou os rumores, mas aumentando a estimativa de perdas para US$ 351,6 milhões (R$ 1,8 bilhão). Como comparação, a Bybit perdeu US$ 1,4 bilhão (R$ 8,2 bilhões) em fevereiro de 2025.

Na sequência, Gracy Chen, CEO da Bitget, realizou uma live com mais de três horas e meia de duração, onde falou tanto sobre o ataque e os planos da empresa, como também respondeu às dúvidas de seus clientes.

A executiva afirma que o roubo aconteceu por meio das redes XRP, Avalanche, Ethereum, BSC e Arbitrum, chegando a uma estimativa de perdas superiores a US$ 350 milhões.

“Atualmente não temos 100% de certeza sobre quem nos atacou, mas foi provavelmente um grupo norte-coreano. Sobre os hackers, é óbvio que eles são muito profissionais e que eles têm nos visado há muito tempo.”

Em outro trecho da transmissão, Chen é questionada novamente por um dos participantes sobre os responsáveis do ataque e volta a repetir sua suspeita contra a Coreia do Norte.

Segundo a executiva, o ataque não foi um trabalho interno, os atacantes não forjaram pedidos de saques e também não obtiveram as chaves privadas de suas carteiras. Portanto, trata-se de uma invasão aos sistemas da corretora, embora a empresa ainda não saiba como isso aconteceu.

“Seu saldo de conta está correto e seus ativos estão protegidos. As partes de trading e depósitos estão completamente operacionais, mas os saques estão temporariamente pausados porque precisamos finalizar a análise de segurança e identificar os problemas raiz, o que não sabemos agora. Não permitir saques é uma solução temporária e não queremos fazer isso por um longo período.”

Corretora Bitget explica que mantém um fundo de US$ 464 milhões para cobrir as perdas

As perdas de US$ 350 milhões serão absorvidas pela própria Bitget, que não repassará o prejuízo aos seus clientes. Em detalhes, Gracy Chen explica que a corretora possui um fundo de segurança criado justamente para momentos como esse.

Em seu site, a Bitget mostra três carteiras de Bitcoin neste fundo, totalizando 5.500 bitcoins (US$ 464 milhões).

Fundo de proteção da Bitget mantém cerca de US$ 464 milhões em Bitcoin. Fonte: Bitget/Reprodução.

Somado a isso, a executiva explica que eles mantêm mais US$ 1 bilhão em ativos próprios. “Isso são ativos da Bitget, não ativos de usuários”, explica Chen.

“Após o colapso da FTX, eu não acredito que nenhuma grande corretora misturaria os fundos dos usuários [com os seus].”

Dados do CoinMarketCap mostram que a corretora mantém US$ 7,1 bilhões em suas carteiras. Deste total, 42,1% estão em Bitcoin, 14,6% em USDT e 11,3% em USDGO.

Dados do CoinMarketCap mostram que a Bitget mantém mais de US$ 7,1 bilhões em criptomoedas em suas carteiras. Fonte: CoinMarketCap/Reprodução.

Por fim, Chen também explica que a Bitget já está trabalhando com outras corretoras e com empresas de segurança para tentar recuperar os fundos roubados. No entanto, tomando o caso da Bybit como exemplo, que recuperou somente 5,3% dos ativos roubados até então, isso mostra o quão difícil será esse trabalho.

Por hora, clientes da corretora aguardam pela reabertura dos saques e outros players da indústria esperam por um relatório final sobre o incidente de segurança.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK