China reaparece entre os países que mais usam Bitcoin apesar de banimento

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Bandeira da China e criptomoedas Bitcoin, Ethereum e outras.

Mesmo com uma série de proibições relacionadas às criptomoedas na última década, a China ainda está entre os países que mais usam Bitcoin. As informações são do último relatório da Chainalysis, empresa de análise de dados.

Dado isso, a própria Chainalysis enfatiza que o banimento das criptomoedas foi ineficaz, ou então não foi aplicativo rigidamente. Afinal, há um grande uso de serviços centralizados por chineses.

No mesmo relatório, o Brasil aparece como o 7º maior mercado de criptomoedas, na frente de países como Rússia e Argentina e atrás dos Estados Unidos e da Ucrânia, apontados como duas potências do setor.

Banimento do Bitcoin pela China teve pouco resultado

A guerra da China contra as criptomoedas é antiga e teve início antes mesmo do Bitcoin ser conhecido. Em 2009, proibiram as moedas virtuais, já em 2013, durante a primeira grande alta do Bitcoin, restringiram o uso do mesmo por bancos.

Em 2017, baniram ICOs e fecharam exchanges. Em seu último golpe, expulsaram mineradores em 2021, assim como qualquer negociação de criptomoedas no país. Entretanto, a China reapareceu como um dos 10 países que mais utilizam Bitcoin no mais recente relatório da Chainalysis.

“Nossos subíndices mostram que a China é especialmente forte no uso de serviços centralizados, ficando em segundo lugar geral para o volume de transações ajustado ao poder de compra no geral e níveis de varejo.”

China entre os países que mais utilizam Bitcoin e outras criptomoedas. Fonte: Chainalysis.

Finalizando, a Chainalysis aponta que a proibição das criptomoedas foi ineficaz ou não foi aplicada de forma rígida.

Tais dados também batem com um estudo do Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index. Em maio deste ano, o CBECI colocou a China como a 2ª maior mineradora de Bitcoin do mundo, mesmo com tanta repressão do governo.

Migração para Proof-of-Stake do Ethereum pode ajudar chineses

Se os chineses já estão conseguindo driblar as leis locais e ainda minerar Bitcoin e outras criptomoedas, tal evasão pode ser ainda maior com a chegada da maior atualização do Ethereum, o The Merge.

Afinal, investidores de ETH poderão ganhar recompensas de mineração sem precisar de equipamentos especializados e que chamam atenção por conta do consumo energético.

Sendo assim, o The Merge poderá impulsionar este mercado clandestino de criptomoedas na China, especialmente em Ethereum. Portanto, embora tal modelo esteja sendo criticado por sua maior centralização, o mesmo pode apresentar alguns benefícios ainda não tão explorados.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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