Como e quando o Bitcoin chegará a 7 milhões de reais, segundo Ark Invest

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Mulher segurando moeda física de Bitcoin

O último relatório da Ark Invest, empresa americana de gestão de ativos fundada por Cathie Wood, aponta que um único bitcoin pode valer 1,6 milhão de dólares (R$ 7,2 milhões) na próxima década. Aprofundando-se, a empresa aponta como chegou a este número.

Publicado na semana passada, 25 de janeiro, o relatório coloca o Bitcoin como uma das tecnologias com maior potencial de valorização. Imaginando um futuro onde a tecnologia blockchain está presente ao lado de carros elétricos, inteligência artificial, robótica e outras.

Embora seja difícil acreditar em um número tão alto, em 2009 era difícil acreditar que o Bitcoin valeria 1 dólar. Assim como era difícil crer, em 2013, que o Bitcoin chegaria a 20 mil dólares, o mesmo em 2017, ao pensar no BTC em U$ 69 mil. Portanto, é bom acumular alguns satoshis na carteira.

Bitcoin em 7 milhões de reais

Com uma capitalização de mercado avaliada em 1,1 trilhão de dólares na data dos estudos — hoje em U$ 700 bilhões —, a Ark Invest estima que o Bitcoin tenha potencial para chegar aos U$ 28,5 trilhões, equivalente a 150 trilhões de reais.

Caso isso aconteça, cada unidade de Bitcoin estará valendo 1,36 milhão de dólares, equivalente a 7,2 milhões de reais. Ou seja, o Bitcoin precisa valorizar 37 vezes para que a previsão se realize.

Indo além, a Ark fez questão de explicar como o Bitcoin pode chegar a este preço ainda na próxima década. Para isso, a empresa dividiu este valor em diferentes seções, como mostrado abaixo.

Preço do Bitcoin pode passar os 7 milhões em 2030. Fonte: Ark Invest
  • U$ 14.000 — Remessas internacionais
  • U$ 133.000 — Moeda de mercados emergentes
  • U$ 181.000 — Volume de transações
  • U$ 181.000 — Reservas internacionais
  • U$ 190.000 — Ativo anti-censura
  • U$ 196.000 — Investimento institucional
  • U$ 200.000 — Reservas de instituições
  • U$ 260.000 — Alternativa ao ouro
  • U$ 1.360.000 por cada Bitcoin

O primeiro ponto afirma que o Bitcoin tem potencial para capturar 50% das remessas internacionais. Adicionando 14 mil dólares a soma por ser uma melhor alternativa a serviços como Western Union.

Junto a isso, outros 133 mil dólares seriam correspondentes a 10% do agregado monetário M2 de países emergentes. Bem como U$ 181 mil que representam 25% do volume de transações bancárias dos EUA.

Chegando aos 500 mil dólares por unidade, a Ark crê que outros U$ 181 mil seriam frutos de 1% das reservas internacionais de países. Por hora, El Salvador é o único país possui Bitcoin como reserva de valor.

Por ser um ativo anti-censura, a Ark acredita que pessoas ricas tem interesse em alocar 5% de seu capital em Bitcoin. Isso adiciona U$ 190 mil a sua conta.

Somado a isso estão U$ 196 mil referentes a 2,55% dos ativos institucionais, uma parcela bem pequena. Bem como 5% do dinheiro das 500 empresas que compõem o índice S&P 500, representando outros U$ 200 mil.

Por fim, a Ark estima que o Bitcoin possa capturar 50% do valor de mercado do ouro, servindo como uma melhor reserva de valor devido as suas características como divisibilidade, fácil transporte e armazenamento, liquidez, oferta transparente e comprovada matematicamente, dentre outros pontos.

Portanto, ao finalizar a soma com estes U$ 260.000, a Ark acredita que um único Bitcoin possa valer U$ 1,36 milhão, ou seja, 7,2 milhões de reais na próxima década. Tudo isso sem levar a inflação em conta.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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