Corretora indiana de criptomoedas nega ter sido hackeada, mas investigadores não estão satisfeitos com as respostas

Em atualização, a corretora acabou reconhecendo a perda dos fundos

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Corretora CoinDCX já havia sofrido um ataque em julho de 2025. Imagem: CoinDCX/Redes sociais/Reprodução.

Rumores afirmam que a CoinDCX, uma das maiores corretoras de criptomoedas da Índia, teria sofrido um ataque hacker nesta quarta-feira (21). Em nota, a empresa negou as afirmações, mas a comunidade não se mostrou satisfeita com as respostas.

As primeiras informações foram apresentadas pelo usuário @DarcyAri no X, antigo Twitter, na madrugada desta quinta-feira (22). Na postagem, o executivo destaca que cerca de US$ 16 milhões em USDT e outra quantia menor em Tron (TRX) foram movidos das carteiras da corretora.

“Em 21 de outubro, às 23:35:54 (UTC+8), a CoinDCX aparentemente sofreu roubo de cerca de 15,99 milhões de USDT e 5.783,81 TRX. A carteira quente da CoinDCX e vários endereços de recarga transferiram para o endereço TRON TAg6SZ1HhgVVjUaKY1paQoFBUS2JFrg5bT cerca de 15,99 milhões de USDT e 5.783,81 TRX. Dentre eles, a maior transação única foi de 15.819.002 USDT. Esse endereço posteriormente transferiu fundos para vários endereços, passando por múltiplas divisões antes de fluir para endereços de recarga da Binance, OKX, Gate e outros.”

Mais tarde, outras pessoas, como ZachXBT, também questionaram a CoinDCX sobre as movimentações.

Corretora afirma que fundos estão seguros e carteiras estão ligadas a outro ataque

A CoinDCX já havia sofrido um ataque estimado em US$ 44,2 milhões em julho de 2025. Na data, a corretora foi amplamente criticada por manipular seus clientes a escreverem comentários positivos sobre a maneira como estavam lidando com a situação.

Em relação às novas movimentações de suas carteiras, Sumit Gupta, co-fundador da CoinDCX, afirma que os endereços em questão estão ligados ao ataque anterior e poderiam estar sendo usados pelos próprios hacker por algum motivo.

“Obrigado por destacar isso, mas a informação está incorreta e as carteiras da CoinDCX não foram comprometidas. Por favor, não espalhe rumores”, disse Gupta em resposta a DarcyAri.

“Os endereços identificados pela Arkham pertenciam à CoinDCX antes do ataque ocorrido em julho do ano passado, em 2025. Esses endereços foram gerados em janeiro de 2025 e comprometidos no ataque anterior, em julho de 2025. Os hackers parecem estar reutilizando os endereços antigos das carteiras, e isso parece ser um alarme falso. Verificamos todos os endereços atuais da CoinDCX, tanto os centrais quanto os dos usuários. Nenhum deles enviou dinheiro para esses endereços antigos. Todos os endereços da CoinDCX são públicos e podem ser consultados no nosso link de prova de reservas (POR). Nenhum deles enviou fundos para os endereços em questão, e nenhum fundo da CoinDCX foi comprometido.”

Em outra mensagem, publicada pelo perfil oficial da CoinDCX, a empresa volta a afirmar que os fundos dos usuários estão seguros e que as alegações são enganosas.

“As transações mencionadas nas alegações recentes envolvem endereços de carteiras antigos, criados em janeiro de 2025. Esses endereços foram comprometidos em julho de 2025 e não são utilizados pela CoinDCX desde então. A atividade relatada agora está relacionada a esses endereços antigos e não tem nenhuma ligação com a CoinDCX.”

Em resposta, o investigador ZachXBT destacou que o endereço em questão foi utilizado por um provedor de liquidez durante 10 meses após o incidente, tendo recebido depósitos de usuários e enviado fundos para a carteira quente atual da corretora.

“Isso significa que US$ 15,8 milhões em depósitos de usuários não foram contabilizados pela equipe de vocês. Por que as corretoras centralizadas indianas são tão pouco confiáveis? WazirX, BitBNS, e agora a CoinDCX.”

Corretora reconhece que continuava utilizando carteira exposta

Em atualização sobre o caso, publicada na manhã desta quinta-feira (22), a CoinDCX afirma que tais endereços foram desativados após o incidente de julho de 2025 e recomendava que seus usuários não realizassem depósito. No entanto, reconhece que eles continuavam sendo utilizados, levando à perda de fundos.

“Apesar das nossas notificações anteriores, alguns usuários continuaram depositando fundos nos endereços de depósito desativados, em vez de utilizar os mais recentes. Nosso processo operacional prevê a transferência regular de quaisquer depósitos desse tipo para que os fundos possam ser devidamente contabilizados e protegidos. Durante um determinado período, esse processo de transferência falhou, e o problema foi identificado hoje pela manhã. Essa falha resultou em algumas perdas operacionais, que foram absorvidas pela CoinDCX. É importante destacar que todas as carteiras de depósito de criptomoedas dos usuários afetados na CoinDCX foram devidamente creditadas, mesmo quando os depósitos foram feitos nos endereços desativados.”

Nos comentários, diversos usuários criticaram a posição da empresa.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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