A Europol realizou uma operação na última terça-feira (3), apreendendo mais de 100 servidores utilizados em golpes de investimento, inclusive com criptomoedas. Segundo a autoridade, os golpistas fizeram vítimas em mais de 50 países.
A ação contou com o apoio de autoridades da Albânia, Chipre, Finlândia, Alemanha, Israel, Kosovo e Macedônia do Norte. No total, sete suspeitos foram presos.
Em paralelo a isso, as autoridades também publicaram um estudo sobre os impactos da computação quântica para o Bitcoin no mês passado, onde é possível encontrar recomendações aos desenvolvedores.
Europol explica que a operação é resultado de quatro anos de investigação e de outras ações realizadas anteriormente
Explicando como o golpe era praticado, a Europol afirma que os criminosos operavam centrais de atendimentos que convenciam suas vítimas a entregar as suas economias. Para ganhar a confiança dessas pessoas, mostravam lucros fictícios sobre os primeiros depósitos, que eram pequenos, fazendo com que novos aportes fossem realizados.
“Os supostos corretores usavam esses ganhos aparentes para pressionar as vítimas a transferir quantias cada vez maiores. Quando elas tentavam sacar o dinheiro, os operadores recorriam a táticas de adiamento para bloquear os pagamentos. Por fim, interrompiam o contato, deixando as vítimas sem conseguir recuperar os valores.”
No total, as autoridades estimam que a quadrilha tenha feito vítimas em mais de 50 países, resultando em perdas superiores a 4 milhões de euros.
As buscam foram realizadas em 17 locais. Além de mais de 100 servidores, a Europol também apreendeu outras provas e bens, prendendo sete suspeitos que serão extraditados para a Alemanha, que liderou as investigações.
“A ação é resultado de quatro anos de investigação e de operações anteriores realizadas em 2022 e 2025. As provas reunidas nessas operações levaram à empresa que supostamente operava um modelo de “crime como serviço” a partir de Chipre e Israel. Os investigadores também identificaram clientes suspeitos de operar centrais de atendimento fraudulentas na Albânia, em Kosovo e na Macedônia do Norte.”

Investigação começou com a denúncia de um casal alemão
A Europol explica que as investigações começaram ainda em 2022, após um casal alemão denunciar que não conseguia sacar o dinheiro depositado em uma plataforma de investimento.
Na primeira operação, ainda em 2022, as autoridades já haviam prendido duas pessoas. Na sequência, a segurança operação, realizada em 2025, resultou na prisão de outros nove suspeitos.
Por fim, as autoridades também destacam o uso abusivo de marketing de afiliados para atrair possíveis vítimas, incluindo anúncios enganosos. Os dados pessoais dessas vítimas eram então vendidos para os criminosos que operavam as centrais de atendimento.
