Gestor é condenado a 9 anos de prisão por esquema Ponzi com Bitcoin que arrecadou US$ 10 milhões de vítimas

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Gestor usava o dinheiro de suas vítimas para bancar uma vida de luxo, incluindo aluguel de iates. Imagem: ChatGPT.

Rathnakishore Giri (31), de Ohio, nos EUA, foi condenado a 9 anos de prisão nesta segunda-feira (18). Segundo o Departamento de Justiça americano (DoJ), o gestor é acusado de operar um esquema Ponzi com Bitcoin que arrecadou mais de US$ 10 milhões de suas vítimas.

Giri já havia sido preso em 2022 devido a essas acusações. Em suma, ele prometia retornos atrativos sem risco aos investidores, mas utilizava o dinheiro de novas vítimas para honrar pagamentos dos mais antigos, configurando um esquema de pirâmide.

Na data, o DoJ destacou que o gestor possuía um “histórico de fracassos em investimentos”, também mentindo para seus clientes ao ser questionado sobre atrasos nos saques de seus investimentos.

Golpista utilizava o dinheiro dos clientes para bancar uma vida de luxo

Embora o DoJ não cite o nome das empresas de Rathnakishore Giri, um processo da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) aponta que o gestor aplicou seu golpe através da NBD Eidetic Capital, LLC e da SR Private Equity, LLC.

O texto aponta que Giri levava uma vida de luxo, bancada com o dinheiro de suas vítimas.

Isso incluía aluguel de iates, férias de luxo e viagens de compras de alto padrão.

“Por exemplo, entre 18 de agosto de 2021 e 18 de outubro de 2021, o réu Giri gastou US$ 100.000 em despesas como aluguel de jato particular, aluguel de iate de luxo, incluindo um chef profissional, compras na loja Gucci, uma casa de férias de luxo e hospedagens em hotéis”, aponta o processo. “No mesmo período, o réu Giri gastou mais de US$ 140.000 em pagamentos de cartão de crédito pessoal.”

“Parte ou a totalidade desses pagamentos foi feita por meio da apropriação indevida de fundos dos clientes.”

Já a investigação liderada pelo FBI aponta que o gestor conseguiu arrecadar mais de US$ 10 milhões de suas vítimas, muitas delas da cidade de Columbus, em Ohio, e região.

Para isso, Giri fingia ser um especialista em negociação de criptomoedas, com foco em derivativos de Bitcoin.

Após se declarar culpado das acusações em outubro de 2024, o gestor fez novas vítimas enquanto estava em liberdade provisória.

Embora a pena máxima pudesse chegar a 20 anos de prisão, Giri foi condenado a 9 anos de prisão, bem como a outros três anos de liberdade supervisionada.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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