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A multinacional de tecnologia IBM anunciou na quinta-feira (24) a integração da sua plataforma à rede do consórcio bancário internacional Swift. Essa iniciativa inédita viabiliza a liquidação contínua de depósitos tokenizados e criptoativos com o suporte da tecnologia blockchain entre grandes bancos mundiais.
O sistema adota o padrão de comunicação financeira ISO 20022 para facilitar a troca de mensagens entre as instituições participantes. Desta forma, os bancos utilizam canais operacionais consolidados no setor e evitam reformas complexas nos fluxos de trabalho de seus departamentos internos.
A rede cooperativa do Swift conecta mais de doze mil e quinhentas entidades bancárias espalhadas por mais de 200 países. Esse consórcio colocou o projeto em prática após nove meses de desenvolvimento conjunto com um grupo de dezessete organizações pioneiras.
Os clientes da ferramenta IBM Digital Asset Haven ganham a capacidade de movimentar quantias tokenizadas durante as vinte e quatro horas do dia. Essa agilidade operacional supera as limitações de horários do sistema bancário tradicional e antecede a liquidação definitiva dos valores transacionados.
Levantamentos da divisão de pagamentos do banco J.P. Morgan revelam que 93% das entidades financeiras modernizam suas estruturas em escala global. A corrida corporativa busca mecanismos ágeis para a circulação internacional de divisas e a gestão eficiente de novas classes de criptoativos.
O diretor executivo Tom McPherson afirmou que o setor financeiro atravessa uma transição rumo à convivência entre dinheiro tradicional e criptoativos. Segundo McPherson, as corporações procuram infraestruturas confiáveis capazes de unir inovação tecnológica com a estrita obediência aos órgãos reguladores.
“O setor de serviços financeiros está entrando em uma nova era em que os ativos tokenizados e os ativos tradicionais precisarão coexistir”, disse Tom McPherson, Gerente Geral da IBM Z e LinuxONE.
A companhia estendeu os testes da sua plataforma para instalações físicas dentro dos data centers dos próprios clientes bancários. Esse formato de implementação corporativa elimina a dependência de serviços públicos de nuvem e concede controle pleno sobre as operações cotidianas.
As ferramentas funcionam integradas aos servidores de alta capacidade IBM Z e LinuxONE desenvolvidos pela própria fornecedora norte-americana de computadores. Desta forma, a estrutura atinge índices de disponibilidade de 99,999999% e protege chaves criptográficas com módulos de segurança de hardware.
Módulos de computação confidencial separam os setores de testes dos ambientes produtivos para preservar a integridade das ordens de pagamento com stablecoins. Outro recurso reside nos procedimentos formais de custódia fria, que geram documentações detalhadas para inspeção perante os fiscais estatais.
A nova versão preserva os mesmos modelos de programação e fluxos aplicados na edição em nuvem lançada no final do ano anterior. Desta forma, os analistas bancários transferem rotinas de trabalho entre diferentes ambientes sem o retrabalho de reescrever contratos inteligentes ou códigos.
O projeto da rede compartilhada do consórcio Swift nasceu durante o encontro Sibos no ano anterior com o apoio de quarenta instituições globais. Testes práticos conduzidos pelas instituições parceiras atestam a viabilidade da circulação de depósitos tokenizados em escala comercial.
Instituições financeiras interessadas em participar dos testes em servidores próprios podem solicitar o ingresso na lista de espera da empresa. A proposta consolida o papel do consórcio Swift e da tecnologia blockchain na modernização das transferências bancárias transfronteiriças.