Inflação americana dispara e volta a pressionar o Bitcoin

Conforme uma taxa de juros mais alta atrai investidores para a renda fixa, Bitcoin opera em queda após o mercado aumentar a expectativa de um novo ajuste pelo Fed

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
4 min de leitura
Dólar continua perdendo seu poder de compra em ritmo acelerado. Imagem: https://kaboompics.com/ / Pexels.
Resumo
  • Inflação dos EUA subiu 0,6% em setembro, levando o índice anual a 3,7%, quase o dobro da meta de 2% do Fed.
  • A probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros pelo Fed subiu de 16% para 40%, segundo o Polymarket.
  • Bitcoin caiu cerca de 2% e voltou à faixa dos US$ 82.000, enquanto o Ethereum recuou 3,7% após a divulgação dos dados.

O governo americano divulgou nesta quarta-feira (14) dados sobre o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla inglesa), mostrando que a inflação subiu 0,6% em setembro, atingindo 3,7% no acumulado de doze meses.

Isso fez com que o mercado novamente aumentasse as apostas sobre o Fed elevar os juros na próxima reunião, marcada para o dia 29 de outubro.

Como consequência, o Bitcoin opera em queda de 2,1% desde a divulgação dos dados, buscando suporte na região dos US$ 82.000.

Alta dos combustíveis acelera inflação nos EUA

Embora o preço do barril de petróleo bruto leve esteja abaixo dos US$ 100, os combustíveis foram um dos itens que mais aceleraram a inflação americana em setembro, após a gasolina subir 9,1% e o óleo combustível 15,3% no mês.

“O índice geral de preços subiu 3,7% nos 12 meses encerrados em setembro, uma alta maior que os 3,4% registrados nos 12 meses encerrados em agosto. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 2,6% em um ano, após uma alta de 2,4% nos 12 meses encerrados em agosto. O índice de energia aumentou 20,4% nos 12 meses encerrados em setembro. Já o índice de alimentos subiu 2,5% no último ano.”

Commodities de energia elevam a inflação americana em setembro. Fonte: BLS/Reprodução.

Como pode ser visto na imagem acima, a inflação chega a 3,7% nos últimos 12 meses, quase o dobro da meta do Fed de 2%.

Dado isso, o mercado elevou as apostas de que o BC americano voltará a mexer na taxa de juros já na próxima reunião. Ante em 16% de chances, agora o mercado aponta para 40% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual.

Mercado eleva previsão de aumento nos juros pelo Fed após inflação chegar a 3,7%. Fonte: Polymarket/Reprodução.

Bitcoin e outras criptomoedas operam em queda

Conforme uma taxa de juros mais alta freia a economia e atrai investidores para a renda fixa, tanto o Bitcoin quanto outras criptomoedas operam em queda nesta quarta-feira (14).

Enquanto o Bitcoin cai 2% nas últimas 24 horas, sendo negociado na faixa dos US$ 82.000, o Ethereum perde 3,7% no mesmo período, voltando a operar abaixo dos US$ 2.500. A queda se inicia logo após as 9h30, horário da divulgação dos dados.

Queda do Bitcoin começou logo após a divulgação dos dados de inflação dos EUA e aumento das chances do Fed mexer na taxa de juros. Fonte: TradingView/Reprodução.

Dentre as maiores criptomoedas do mercado, poucas registram ganhos. Os destaques ficam para Tron (TRX), Monero (XMR) e Gram (antiga Toncoin).

Bitcoin e outras criptomoedas em queda após divulgação dos dados de inflação dos EUA. Fonte: Coin360/Reprodução.

Já no mercado de futuros, no entanto, as liquidações não foram altas, ficando em somente US$ 282 milhões nas últimas 24 horas, enquanto menos de 80 mil traders foram liquidados no período.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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