MetaMask bloqueia venezuelanos e usuários questionam descentralização

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Aplicativo da MetaMask

Usuários da carteira MetaMask começaram a noticiar que a carteira não está permitindo o acesso a partir da Venezuela. Os relatos começaram nesta quinta-feira (3) e muitos deles estão questionando a sua descentralização.

Segundo informações da própria MetaMask, seu serviço está “indisponível em certas jurisdições devido ao cumprimento de leis.” Além disso, serviços da Infura também estão com as mesmas restrições.

Como única recomendação, a carteira forneceu um link informando sobre como exportar a frase de recuperação — também chamada seed ou semente — para que os usuários possam acessar seus fundos através de outros softwares.

MetaMask bloqueado na Venezuela

Amplamente utilizada por usuários de Ethereum, Binance Coin e outras moedas que utilizam Ethereum Virtual Machine (EVM), a carteira da MetaMask é uma das preferidas do mercado pela sua praticidade.

Entretanto, diversos venezuelanos começaram a relatar problemas ao tentar acessar seus fundos através da MetaMask, como pode ser visto através de várias postagens em redes sociais.

“Desde ontem, os venezuelanos avisam que não conseguiram entrar no #Metamask. A razão? A MetaMask começou a cumprir as regulamentações norte-americanas e não fornecerá serviços diretamente para usuários venezuelanos.”

https://twitter.com/criptolawyer/status/1499343552232497152

Segundo informações do site oficial, tanto a MetaMask quanto a Infura não estão disponíveis em certas jurisdições devido ao cumprimento de leis. Tal informação foi atualizada pela última vez no início da tarde desta quinta-feira (3).

Captura de tela do site da MetaMask sobre bloqueio de acesso em certos países.

Com isso, vários usuários estão questionando a descentralização da carteira. Afinal, além do bloqueio inesperado, é possível que a Consensys, empresa por trás da MetaMask, possa fornecer dados privados a terceiros, como governos.

Além disso, a Infura é amplamente conhecida por terceirizar serviços para outras empresas que não desejam operar um node de Ethereum, tornando diversos serviços dependentes a uma empresa que já não está atendendo um país.

Soluções para bloqueios

Embora a carteira esteja funcionando normalmente no Brasil, é bom estar atento para não ser pego de surpresa caso tal proibição se expanda para outros países.

Uma das soluções fornecidas pelos usuários — para quem deseja continuar usando a MetaMask, é utilizar uma VPN. Desta forma você estará utilizando o IP de outro país para conectar-se a ela.

Outra opção é exportar as suas sementes/chaves privadas para outra carteira, afinal elas são compatíveis com outros softwares disponíveis no mercado.

Portanto, vale lembrar que tanto o Ethereum (ETH) quanto a Binance Smart Chain (BSC) não são alvos destas leis, ou seja, venezuelanos podem continuar usando tais blockchains utilizando um VPN ou então outra carteira.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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