Microsoft derruba rede de phishing que aceitava criptomoedas e enviou mais de 1 bilhão de mensagens

Dentre os exemplos dos sites falsos apresentados pela Microsoft está um do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP)

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Microsoft afirma que 750 milhões de mensagem de phishing foram enviadas exclusivamente para seus clientes. Imagem: Redes sociais/Reprodução.
Resumo
  • A Microsoft derrubou três serviços de phishing que enviaram mais de 1 bilhão de mensagens maliciosas em 2026, atingindo mais de 75 mil organizações em mais de 150 países.
  • Os criminosos utilizavam kits com páginas falsas de empresas e órgãos públicos para roubar senhas, dados financeiros e tokens de autenticação, por e-mail e SMS.
  • Os serviços aceitavam pagamentos em USDT e Ethereum. A operação contou com apoio da TRM Labs e outras empresas de segurança, mas não revelou o prejuízo total causado às vítimas.

A Microsoft revelou na quarta-feira (14) ter derrubado uma rede de phishing que enviou mais de 1 bilhão de mensagens para vítimas em potencial somente em 2026. Dentre os alvos estavam a YAM Store, um marketplace clandestino, a CoGUI e o Iron Man, ambos kits de phishing vendidos por assintura.

Deste total de mensagens, 750 milhões foram enviadas exclusivamente para clientes da Microsoft. O texto também aponta que mais de 75 mil organizações foram alvo dos ataques.

EUA e Japão aparecem entre os países mais afetados. Outros, como Austrália, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Brasil, também são destaques. Imagem: Microsoft/Reprodução.

Segundo a empresa, os golpistas aceitavam pagamentos com criptomoedas, adicionando uma nova camada de ocultação às atividades ilícitas.

Golpistas falavam chinês, o que dificultava a penetração de investigadores que não falam o idioma

Como exemplo, a Microsoft destaca que os ataques de phishing buscavam enviar as vítimas para sites falsos de empresas famosas, como a Amazon. No entanto, isso também incluía sites governamentais.

Dentre as capturas de tela dos sites falsos está um do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP).

Golpistas copiavam sites de empresas e governo para enganar vítimas. Um exemplo sobre uma página em português aparece na última coluna da imagem. Fonte: Microsoft/Reprodução.

Explicando o funcionamento das ferramentas desmanteladas, a Microsoft aponta que elas forneciam kits completos para phishing, incluindo sites e mensagens prontas para uso.

“Em vez de criarem os próprios sites fraudulentos, os criminosos podiam colocar rapidamente no ar páginas projetadas para roubar senhas, informações de pagamento e outros dados pessoais.”

As mensagens eram enviadas tanto via e-mail quanto SMS.

O relatório destaca que as mensagens criavam um senso de urgência, prática comum nestes golpes, e um link para o site falso.

Dentre os objetivos estavam roubo de credenciais, phishing por código de dispositivo (para obter tokens de autenticação, como de dois fatores) e fraude financeira.

“O objetivo final desses agentes é utilizar dados de pagamento roubados para realizar compras fraudulentas de produtos de alto valor ou transações fraudulentas em plataformas financeiras legítimas.”

Golpistas trabalhavam com criptomoedas

Outro ponto mencionado pela Microsoft é que esses serviços aceitavam criptomoedas como forma de pagamento.

“A YAM Store e as empresas afiliadas que comercializavam kits de phishing aceitavam pagamentos em criptomoedas, incluindo USDT e Ethereum, acrescentando outra camada de ocultação às atividades ilícitas.”

A empresa de segurança TRM Labs, que participou da ação, comentou sobre o caso em suas redes sociais.

“Desde janeiro de 2026, três serviços de cibercrime em língua chinesa viabilizaram o envio de mais de um bilhão de mensagens maliciosas direcionadas a mais de 75 mil organizações em mais de 150 países. Hoje, a Microsoft e a Health-ISAC, com o apoio de organizações como TRM Labs, Resecurity, Cloudflare, Oracle e Proofpoint, estão desmantelando os três serviços.”

As empresas envolvidas na operação não revelaram o total perdido pelas vítimas, bem como não mencionam nenhuma apreensão de criptomoedas.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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