Mt. Gox adia prazo de pagamento para antigos clientes para outubro de 2027

Atualmente, as carteiras da Mt. Gox mantêm cerca de 34 mil bitcoins (US$ 2,8 bilhões)

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Corretora chegou a dominar 70% do volume global de negociação de Bitcoin, mas quebrou após diversos incidentes de segurança. Imagem: https://kaboompics.com/ /Pexels.

A Mt. Gox, extinta corretora de Bitcoin que já foi a maior do mundo, anunciou na última sexta-feira (16) que estará prorrogando o prazo de pagamento para seus antigos clientes.

No documento, Nobuaki Kobayashi, administrador judicial da Mt. Gox, afirma que muitos credores ainda não receberam seus fundos porque não concluíram os procedimentos necessários para recebê-los.

Portanto, a nova data visa dar tempo para eles cumprirem os requisitos.

Extinta corretora mantém US$ 2,8 bilhões em Bitcoin em suas carteiras

A Mt. Gox chegou a concentrar mais de 70% do volume mundial de negociações de Bitcoin em seu auge, em 2013. No entanto, a corretora passou por diversos incidentes de segurança e acabou falindo após ficar insolvente.

Com a forte valorização do Bitcoin nos últimos anos, a Mt. Gox iniciou um programa para distribuir as moedas que restaram em sua carteira.

Desde então, a empresa já distribuiu cerca de 107 mil bitcoins (US$ 8,8 bilhões) aos seus antigos clientes. No entanto, dados da Arkham mostram que suas carteiras ainda mantêm 34.388 bitcoins, avaliados em US$ 2,8 bilhões na cotação atual.

Carteiras de Bitcoin da Mt. Gox. Fonte: Arkham/Reprodução.

Em nota publicada em seu site oficial, a Mt. Gox alterou o prazo do pagamento dessas moedas, antes marcado para 31 de outubro de 2026, para 31 de outubro de 2027.

“Muitos credores da recuperação judicial ainda não receberam seus pagamentos porque não concluíram os procedimentos necessários para recebê-los. Além disso, um número considerável de credores ainda não recebeu seus pagamentos por diversos motivos, como problemas ocorridos durante o processo de pagamento.”

Conforme eles mantinham cerca de 142 mil bitcoins antes do início desses pagamentos, o mercado temia que a movimentação dessas moedas pudesse causar uma venda em massa. Em julho de 2024, por exemplo, uma movimentação dessas carteiras fez tanto o Bitcoin quanto outras criptomoedas operarem em queda.

Dado que hoje os 34 mil bitcoins restantes são uma quantia pequena, comparada ao tamanho e liquidez do mercado, é improvável que isso cause novas oscilações nos preços.

Ex-CEO da Mt. Gox continua buscando sua redenção

Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox, continua buscando sua redenção. Em 2022, por exemplo, o executivo reapareceu após o colapso da FTX, sugerindo que todas as corretoras mantivessem provas de reservas.

Como outro exemplo, Karpelès também se pronunciou sobre a vulnerabilidade nas carteiras Coldcard. Em suas redes sociais, o executivo mostrou um processo para modificar essas carteiras, podendo rodar até mesmo jogos.

Mais recentemente, o executivo também criticou a Ledger, cujos clientes sofreram perdas estimadas em US$ 87 milhões após as carteiras serem adulteradas por terceiros. No entanto, as críticas de Karpelès acabaram rebatidas pelo CEO da Ledger, que afirmou que, devido ao histórico da Mt. Gox, ele não teria moral para apontar o dedo para alguém.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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