Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (19) pela National Cryptocurrency Association (NCA) revela que 42% dos americanos preferem abrir contas em bancos que ofereçam criptomoedas. Isso seria equivalente a 112 milhões de pessoas.
No texto, a organização destaca que “a demanda existe, mas a conversa ainda não começou”.
Considerado um dos países mais avançados em torno das criptomoedas, os EUA aparecem na segunda posição do ranking de adoção feito pela Chainalysis neste ano, ficando atrás somente do Brasil.
Estudo mostra uma oportunidade comercial para bancos
Realizada entre os dias 15 e 16 de setembro pela The Harris Poll, a pedido da NCA, a pesquisa entrevistou 2017 adultos com mais de 18 anos, tendo uma margem de erro de 2,7%.
O destaque fica para os 112 milhões de americanos que escolheriam um banco que trabalha com criptomoedas para abrir uma conta.
“Você estaria mais inclinado a abrir conta em um banco que ofereça acesso a criptomoedas? Cerca de 112 milhões de americanos dizem que sim. No entanto, cerca de 168 milhões afirmam que ninguém em seu banco, cooperativa de crédito ou escritório de consultoria financeira tocou no assunto até agora.”
Em outro trecho, a pesquisa revela que 18% estariam menos propensos a abrir uma conta em bancos que trabalham com cripto, mas 35% estariam mais inclinados.
Dentre aqueles que conversaram com seus bancos sobre criptos, 52% apontam que as conversas tiveram recomendações, 12% deram conselhos contra e 23% foram neutras sobre o assunto. Completando, 13% não se lembram dos detalhes.
“O número de americanos que afirmam ter maior probabilidade de abrir uma conta em um banco que ofereça criptomoedas é cerca de duas vezes maior do que o daqueles que dizem ter menor probabilidade”, revela o estudo.
Quanto à custódia de ativos, 156 milhões estariam confortáveis com bancos segurando as suas moedas. Como comparação, 56 milhões estariam desconfortáveis e outros 53 milhões ainda não souberam responder.
“60% esperam que a maioria dos bancos dos EUA ofereça serviços com criptomoedas nos próximos dez anos. Entre os americanos de 18 a 34 anos, esse percentual chega a 74%.”

Pais de crianças estão entre os mais animados com as criptomoedas
Em outro trecho, a pesquisa da NCA aponta que a escolha por bancos que trabalham com criptomoedas seria liderada por homens entre 35 e 44 anos, alcançando uma marca de 69% contra os 42% da média geral.
Na sequência, aparecem pais com crianças menores de 18 anos, com 62%. Para adultos sem filhos, esse número cai para 33%.
“62% dos pais com filhos menores de 18 anos teriam maior probabilidade de abrir uma conta ou utilizar mais os serviços do banco se ele oferecesse criptomoedas, quase o dobro do percentual entre adultos sem filhos menores de 18 anos (33%). 75% dos pais com filhos menores de 18 anos também se sentiriam confortáveis em deixar o banco custodiar suas criptomoedas.”

Seguindo, o estudo também revela que conselheiros financeiros e bancos estão entre as fontes mais confiáveis de informação sobre criptomoedas. Na sequência aparecem organizações educacionais sobre cripto e corretoras cripto.
“Quando têm dúvidas sobre o tema, as pessoas querem respostas de fontes que conhecem e em que confiam.”

Por fim, 22% também disseram que gostariam de acessar ETFs ou fundos de criptomoedas através de seus bancos. Como comparação, esta é a mesma porcentagem que gostaria de comprar e fazer a custódia de suas criptos por meio destas instituições.
