PF mira facção criminosa no Rio de Janeiro com prisões de políticos e familiares de Oruam

Autoridades miram conexões políticas e lavagem de capitais em criptomoedas; 19 presos

Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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(Foto/Divulgação PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Backbone nesta segunda-feira (19) e a ofensiva derrubou uma estrutura financeira bilionária ligada ao crime organizado no Estado do Rio de Janeiro.

Os agentes cumpriram mandados de prisão e busca expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação policial alcançou nomes de destaque na política municipal e parentes diretos de chefes do tráfico.

A investigação apura que uma facção criminosa impõe o controle absoluto sobre o fornecimento de internet nas comunidades da capital fluminense.

Assim, os criminosos armados cortam cabos e destroem centrais de operadoras cadastradas na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para garantir exclusividade comercial aos provedores aliados. Após a operação, os agentes vão enviar ofícios para que a Anatel efetue o bloqueio dos provedores.

Desta forma, a PF apura que os provedores clandestinos repassam uma tarifa pesada aos cofres da organização criminosa. Registros contábeis apreendidos provam que tal exploração de telecomunicações responde por grande parte da arrecadação ilícita na região.

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As apurações demonstraram que detentos em presídios federais mantêm o comando dos negócios ilegais. Além disso, parentes e operadores financeiros gerenciam empresas de fachada para lavar o dinheiro sujo obtido nas comunidades.

A engenharia financeira da quadrilha converteu valores em imóveis de luxo pagos em espécie e criptomoedas.

O uso de ativos virtuais dificulta o rastreio e tenta proteger o patrimônio acumulado pelas lideranças da facção. A PF, contudo, não informou se houve valores apreendidos e nem quais as redes utilizadas pelos criminosos.

A investigação atingiu o vereador carioca Fabio Silva e familiares de Oruam e Marcinho VP, segundo informações publicadas pela Revista Veja. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 558 milhões em contas, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas.

Ao todo, a PF informa que já prendeu 19 pessoas nesta manhã.

“Os investigados podem responder por crime de domínio social estruturado, que pune grupos que empregam violência, grave ameaça e coação para impor controle territorial e social, intimidar populações, reprimir autoridades e atacar serviços essenciais; bem como por extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem ser revelados no decorrer das apurações”, disse a PF em nota.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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