
Apesar de tudo, Bitcoin e outras criptomoedas fecharam o mês de setembro em alta. Imagem: Jakub Zerdzicki/Pexels.
Dados compartilhados pela CertiK mostram que setembro foi o pior mês para a indústria de criptomoedas em 2026, registrando recordes tanto em perdas totais quanto em número de ataques.
Os dois principais eventos são o ataque à Bitget, que resultou em perdas de US$ 387,5 milhões, e o Liquid Network que, embora o hacker tenha devolvido a maior parte dos fundos, está avaliado em US$ 320 milhões.
Faltando três meses para o fim do ano, as perdas acumuladas chegam a US$ 2,69 bilhões. Como comparação, US$ 3,11 bilhões foram perdidos em 2024 e outros US$ 3,86 bilhões em 2025, incluindo US$ 1,45 bilhão perdido pela Bybit.
Em outro gráfico, a CertiK aponta que as perdas totais de setembro de 2026 chegam a US$ 772,4 milhões. Esse é o segundo maior número mensal, ficando atrás somente de fevereiro de 2025, quando ocorreu o hack da Bybit mencionado acima.
Já o número de incidentes chega a 101 em setembro, superando o antigo recorde de 104 em janeiro de 2025.
Quando avaliada a perda ajustada, este número cai devido aos 3.400 bitcoins (US$ 265 milhões) que foram devolvidos à Liquid Network pelo seu próprio atacante.
Tirando os outsiders Bitget e Liquid Network, as dez maiores perdas do mês variam entre US$ 3,5 milhões e US$ 7,8 milhões, incluindo o ataque contra a NEAR Intents nesta quarta-feira (30).
Já no gráfico anual, KelpDao (US$ 291,3 milhões), Dift Protocol (US$ 285,3 milhões) e “vítima desconhecida” completam o top 5. Outro destaque fica para os US$ 112,7 milhões perdidos pelos usuários das carteiras Coldcard.
Em outro gráfico, a CertiK revela que 423 ataques de exploits foram realizados até então em 2026. Como comparação, esse número foi de 362 em 2025, 391 em 2024 e 368 em 2023.
O principal temor da comunidade é o avanço das ferramentas de Inteligência Artificial (IA), capazes de vasculhar códigos em busca de vulnerabilidades com uma velocidade indiscutível.
Por fim, a página da CertiK também apresenta dados sobre os chamados “ataques de chave-inglesa”, mostrando um crescimento de 33,3% destes incidentes no primeiro semestre do ano quando comparado ao mesmo período de 2025. A Europa continua sendo o continente mais perigoso.
Portanto, isso mostra que investidores devem tomar cuidados não apenas com a sua segurança digital, mas também física.