A Stretch (STRC), ação preferencial da Strategy, voltou a ser negociada a US$ 100 nesta quarta-feira (4). A empresa estava lutando para trazer seu preço de volta a essa faixa desde maio.
Em suma, a ação paga um dividendo de 12% ao ano em dólar quando está em US$ 100, mas essa porcentagem sobe conforme o preço do papel cai, gerando ainda mais atratividade.
Quando está em US$ 100, a Strategy também pode emitir novas ações no mercado, o que lhe ajuda a captar dinheiro para financiar suas compras de Bitcoin. Portanto, isso explica porque isso é tão importante para a empresa, seus acionistas e o mercado como um todo.
Michael Saylor comemora retorno da STRC para US$ 100
Passando por uma crise de confiança, a STRC chegou a cair para US$ 71,25 em julho. Na data, críticos como Peter Schiff afirmaram que esse seria o fim da Strategy.
Para retomar a confiança do mercado, a Strategy realizou cinco vendas de Bitcoin entre junho e agosto, usando os fundos para pagar os dividendos da STRC. Mais tarde, a empresa também criou uma segunda reserva de dólar destinada a recompras de suas ações, o que também ajudou seu preço a subir.
Embora tenha voltado a ser negociada acima dos US$ 99 ainda em setembro, a ação só alcançou os US$ 100 nesta quarta-feira (4).
Michael Saylor, fundador da Strategy, comemorou o feito nas redes sociais.
“Estamos de volta.”
Outro motivo que contribuiu para essa retomada foi a aprovação de uma proposta de pagamentos diários de dividendos da STRC, que entrou em vigor na segunda-feira (1º).

As compras de Bitcoin pela Strategy não estão limitadas a esta ação, já que eles também customam emitir ações ordinárias, MSTR, para obter capital.
Além disso, a empresa possui outras quatro ações preferenciais: STRk, STRF, STRD e STRE. No entanto, a STRC é a que possui maior demanda devido ao seu modelo.
Novas compras de Bitcoin a caminho?
A expectativa do mercado é que a Strategy volte a ofertar sua ação preferencial para captar recursos para realizar novas compras de Bitcoin. No início da semana, a empresa já havia comprado US$ 65,5 milhões na criptomoeda, mas gastou mais de 3 vezes este valor para recomprar STRC.
No momento, a empresa de Saylor mantém 849.327 bitcoins em seu caixa, representando 68% de todas as moedas mantidas por empresas de capital aberto.
Já o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 79.660 nesta quinta-feira (5), em alta de 1,6% nas últimas 24 horas. A volta da STRC aos US$ 100 pode trazer novos ânimos para o mercado.
