Arena: Meta está preparando mercado de previsão para competir com Polymarket e Kalshi

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Meta pode usar a grande base de usuários de suas redes sociais para impulsionar a adoção inicial de sua nova plataforma chamada Arena. Imagem: Luis Quintero/Pexels.

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, estaria se preparando para entrar no mercado de previsões com um aplicativo chamado “Arena”. Hoje, o setor é dominado pela Polymarket e pela Kalshi.

Fontes do The New York Times afirmam que a ordem teria partido do próprio Mark Zuckerberg, criador do Facebook.

Embora o aplicativo não tenha ligação com os outros produtos da marca, a empresa pretende utilizar suas redes sociais para impulsionar a adoção inicial da plataforma.

Estimativas recentes apontam que o Instagram possui 2,35 bilhões de usuários mensais, o WhatsApp outros 2,8 bilhões e, por fim, o Facebook alcança a marca de 3,07 bilhões de usuários. Portanto, além da força de seu nome, a Meta pode escalar um novo produto rapidamente sem grandes gastos de marketing.

Essa não é a primeira vez que a Meta se aventura no mercado de previsões

Após a OpenAI apresentar o ChatGPT ao mundo, diversas empresas correram para lançar seus próprios produtos de Inteligência, incluindo a Meta, que integrou o “Meta AI” aos seus produtos existentes.

Agora, Mark Zuckerberg parece estar seguindo o mesmo caminho de copiar o que está dando certo ao desenvolver um mercado de previsão chamado “Arena”.

Em resumo, mercados de previsões permitem que usuários apostem contra outros usuários em uma grande variedade de temas.

Após o sucesso de volume nas últimas eleições americanas, essas plataformas já superaram a marca de US$ 4 bilhões em apostas ligadas à Copa do Mundo de futebol. Ou seja, quando um assunto some, outro surge, mantendo usuários ativos.

Apesar disso, essa não é a primeira vez que a Meta explora esse setor. Ainda em 2020, a empresa lançou um aplicativo chamado “Forecast”.

No entanto, ele não utilizava dinheiro real nas apostas, mas sim um sistema de pontos e ranking enquanto se apresentava como um agregador de inteligência coletiva. A plataforma foi encerrada em 2022 devido à baixa adoção.

Antigo mercado de previsão da Meta, o Forecast, não envolvia apostas em dinheiro, mas sim pontos. Fonte: YouTube/Reprodução.
Perfil de usuário no Forecast, antigo aplicativo de previsões da Meta. Fonte: YouTube/Reprodução.

Dado o sucesso da Polymarket e da Kalshi, as duas maiores atuais plataformas de previsão do mercado, a Meta pode se espelhar nessas duas gigantes para corrigir as falhas de seu antigo aplicativo e lançar um produto que ganhe tração rápida.

O mesmo acontece com questões regulatórias, visto que ambas as empresas citadas já abriram um bom caminho para esse novo mercado.

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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