
Bitcoin fechou primeiro semestre de 2026 em queda de 33,1%. Imagem: ChatGPT.
O Bitcoin fechou junho em queda de 20,5%. Esse é o pior desempenho da criptomoeda desde junho de 2022, data marcada pelo colapso do ecossistema da Terra (LUNA), quando as perdas mensais chegaram a 37,3%.
Embora o mercado tenha se acalmado entre março e abril, quando o Bitcoin subiu 1,8% e 11,9%, respectivamente, ele voltou a cair, principalmente pelos temores da inflação gerados pela alta do petróleo.
Em paralelo, os ETFs também fecharam junho como o pior mês desde que foram lançados em janeiro de 2024.
Especialistas do mercado apontam diversos fatores que fizeram o Bitcoin cair nos últimos meses. A queda teve início com o crash do dia 10 de outubro, marcado pelo maior evento de liquidação da história das criptomoedas, ligado à ameaça de Trump em taxar importações da China.
Na sequência, conflitos no Oriente Médio resultaram no bloqueio do Estreito de Ormuz, no aumento global da inflação e, por fim, em bancos centrais pressionados a aumentar as taxas de juros.
Ao mesmo tempo, o setor de IA continuou apresentando bons resultados, motivo pelo qual parte do capital foi sugada por empresas ligadas a essa nova tecnologia. Não menos importante, o medo dos avanços da computação quântica também soou um alarme para parte dos investidores.
Mais recentemente, a venda de bitcoins pela Strategy e outras empresas sinalizou que mais despejos podem acontecer no futuro. Já os ETFs registraram saídas de US$ 2,43 bilhões em maio e US$ 4,51 bilhões em junho.
Como resultado, o Bitcoin fechou o mês em queda de 20,5%. Esse é o pior resultado mensal desde junho de 2022, há exatos quatro anos.
Com o mercado comprimido, muitos investidores tentam descobrir onde está o fundo do Bitcoin para entrar no momento mais ideal possível.
Como exemplo, analistas como PlanB olham para o ‘Preço Realizado’ para projetar um alvo. Segundo a métrica, o Bitcoin deve encontrar suporte abaixo dos US$ 53.000 antes de voltar a subir.
Outros, como Brian Armstrong, fundador da Coinbase, acreditam que a região dos US$ 60.000 já é o fundo deste ciclo e o Bitcoin não deve cair mais.
Por fim, embora a projeção de longo prazo continue sendo de alta, a diferença de entrar nos US$ 60.000 ou US$ 40.000, por exemplo, pode representar uma diferença futura de 50% nos ganhos. Portanto, isso explica essa busca por saber qual será a mínima deste ciclo.