Liquid Network recupera reservas de Bitcoin e LBTC volta a ter 100% de lastro

Segundo Samson Mow, CEO da JAN3, os bitcoins foram fornecidos pela Blockstream

Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Liquid Network é uma solução de segunda camada no Bitcoin

A Liquid Network anunciou nesta segunda-feira (2) que as reservas de Bitcoin que dão lastro ao LBTC foram completamente reestabelecidas. No momento desta redação, a página do projeto mostra 4.270,54 bitcoins nas reservas e o mesmo número de LBTC em circulação.

O projeto havia sofrido um ataque de US$ 320 milhões no início de setembro, representando 95% de seus ativos. No momento, este é o terceiro maior roubo do ano, ficando atrás somente dos hacks da Binance e da Bitget.

Logo na sequência, o hacker prometeu devolver os fundos. No entanto, ele acabou ficando com cerca de 600 bitcoins, então avaliados em US$ 47 milhões, como uma espécie de recompensa.

Os desenvolvedores da Liquid não concordaram com isso e seguiram negociando a devolução completa dos fundos.

Liquid completa reserva de Bitcoin após quase dois meses

Embora a Liquid não explique de onde vieram esses 600 bitcoins que estavam faltando, tudo indica que eles não conseguiram convencer o hacker a devolver o montante. Isso porque seu endereço continua exibindo 598 bitcoins.

“A Liquid Federation tem o prazer de anunciar que as reservas de bitcoin da rede foram totalmente restabelecidas, garantindo novamente a cobertura de 1:1 em BTC para todos os LBTC. Isso ocorre após a retomada das conversões entre BTC e LBTC, há algumas semanas, que desde então permitem aos usuários trocar entre Bitcoin e Liquid na proporção de 1:1 por meio de provedores de conversão participantes.”

Liquid Bitcoin (LBTC) volta a ter 100% de lastro. Fonte: Liquid Network/Reprodução.

Na sequência, os desenvolvedores afirmam que as reservas da rede podem ser verificadas de forma independente e agradecem à comunidade pela paciência, compreensão e participação durante todo esse processo de recuperação.

Segundo Samson Mow, CEO da JAN3, os bitcoins foram fornecidos pela Blockstream, empresa responsável pela Liquid.

Quanto ao hacker, embora ele possua uma fortuna em suas mãos, o atacante terá dificuldade em gastar essas moedas. Afinal, além de seu endereço ser um dos mais vigiados atualmente, será difícil justificar esse patrimônio.

Liquid promete melhorias na segurança

Nos comentários da publicação da Liquid, alguns seguidores do projeto parabenizaram os desenvolvedores, mas outros disseram que eles perderam a confiança da comunidade.

No texto, a Liquid diz estar avançando em diversas iniciativas para fortalecer a segurança, a governança e a resiliência operacional da rede no longo prazo.

“Esses esforços incluem a modernização da estrutura de governança, a definição de responsabilidades e mecanismos de supervisão mais claros, além da implementação de proteções técnicas e operacionais adicionais para proteger ainda mais a rede e seus participantes. O restabelecimento da cobertura integral em bitcoin representa um marco importante, mas nosso trabalho continua. A Federation permanece comprometida em dar continuidade aos avanços dos últimos anos, impulsionar o desenvolvimento da Liquid e fortalecer a resiliência e a acessibilidade da rede para todos os participantes.”

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Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português do BIP-39 do Bitcoin, soma mais de 15 mil postagens no Bitcointalk e já teve uma fazenda de mineração com 50 placas de vídeo. Seu trabalho conecta os aspectos técnicos do Bitcoin e de outras criptomoedas aos fatores econômicos, regulatórios e institucionais que moldam o setor.
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