O IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, registrou uma saída de US$ 405,3 milhões nesta segunda-feira (12). Esse é o maior fluxo negativo diário deste fundo desde junho.
Apesar disso, ETFs de outras gestoras não acompanharam esse movimento. O FBTC da Fidelity, por exemplo, chegou a ter uma pequena entrada de US$ 6,7 milhões.
Já o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 77.100, em leve queda de 0,9% nas últimas 24 horas.
Onda de ataques contra projetos de criptomoedas pode estar preocupando investidores
Por um lado, investidores estão vendo diversas fabricantes de carteiras de hardware sendo atacadas, isso inclui Ledger, Trezor e Coldcard. Por outro, grandes corretoras como Bitget, Binance e Mercado Bitcoin registram perdas recordes devido a incidentes de segurança.
Embora os ETFs pudessem ser vistos como uma alternativa em meio a esse momento turbulento da indústria, não é isso que acontece.
Como exemplo, os fundos registraram saídas de US$ 643,2 milhões na sexta-feira (30), um dia após o hack da Binance. Essa foi a maior venda diária desde 25 de junho, data em que o Bitcoin caia abaixo dos US$ 60.000.

As vendas da sexta-feira foram generalizadas.
Em detalhes, a BlackRock viu saídas de US$ 233,7 milhões, a Fidelity de US$ 201 milhões, a Ark Invest de US$ 129,5 milhões, a Grayscale de US$ 53,3 milhões e, por fim, a Bitwise com outros US$ 25,7 milhões.
Conforme a Binance resolveu rapidamente o problema, absorvendo as perdas e já retomando os saques, o Bitcoin conseguiu se manter acima dos US$ 77.000.
Os ETFs também deixaram de ver saídas, com excessão da BlackRock, que viu US$ 405,3 milhões deixarem seu fundo nesta segunda-feira (12).

Bitcoin encontra suporte na região dos US$ 77.000 e se estabiliza
Mesmo com tantos ataques e vazamentos de dados nas últimas semanas, o Bitcoin está conseguindo se manter relativamente estável, principalmente ao comparar o período atual com as quedas brutais vistas em ciclos passados.

O motivo dessa sustentação pode ser a maturidade do setor. Afinal, apesar dos diversos problemas, muitos projetos se mostraram preparados para esses momentos, evitando que o pânico se espalhasse entre investidores.
Independentemente disso, tanto os investidores quanto executivos e desenvolvedores continuam em estado de alerta máximo. Afinal, parece ser apenas questão de tempo até que o próximo projeto seja atacado.
