A Tether anunciou nesta quarta-feira (21) um aporte financeiro na fintech boliviana Peso para expandir a infraestrutura de pagamentos com a stablecoin USDT na América Latina. O investimento liderado na rodada inicial de captação busca acelerar o uso do dólar digital no varejo, no comércio eletrônico e no transporte por aplicativo.
Com presença ativa no Brasil, na Bolívia, na Colômbia e na Argentina, a startup receberá capital para ampliar as rampas locais de conversão de moedas. A injeção de recursos aprofunda o papel do criptoativo como camada de liquidação entre as divisas fiduciárias de cada país sul-americano.
“A Peso constrói o tipo de infraestrutura de gastos cotidianos capaz de transformar o USDT de uma ferramenta de poupança em um canal de pagamentos no qual as pessoas confiam todos os dias. Isso se alinha com nosso objetivo de promover a inclusão financeira e garantir o acesso a serviços mais rápidos, fáceis e interoperáveis.” — Paolo Ardoino, CEO da Tether.
Pelo aplicativo único da plataforma, os usuários guardam saldos, realizam investimentos e enviam remessas internacionais sem burocracia.
A empresa também planeja expandir sua rede de terminais para lojistas e a abertura de contas virtuais em toda a região.
Integração permite compra de comida e conexão com bancos locais
Uma das principais entregas da Peso leva os pagamentos em criptomoedas para os serviços digitais utilizados pela população no cotidiano.
Na Bolívia, uma parceria com a plataforma Yango já permite que os consumidores peçam refeições e paguem a conta com USDT dentro do próprio programa.
Além do setor de entregas, a fintech oferece aceitação em pontos de venda físicos e contas virtuais registradas no nome de cada titular.
O mecanismo conecta o saldo de stablecoins ao sistema bancário boliviano por meio de códigos QR e transferências eletrônicas do padrão ACH. A Bolívia, vale lembrar, tem adotado a USDT em massa em meio a uma crise por falta de Dólar e até após o fim do subsidio governamental ao Diesel, que acabou em setembro.
Dessa maneira, os correntistas transitam entre o ambiente de ativos digitais e o dinheiro fiduciário local com rapidez e baixo custo operacional. Para o diretor executivo da Tether, Paolo Ardoino, a iniciativa transforma uma ferramenta de poupança em um canal de gastos para o dia a dia.
“Os latino-americanos já usam o USDT, mas faltava a infraestrutura para gastar o ativo na vida cotidiana sem atrito. Que uma empresa como a Tether tenha escolhido uma startup boliviana para este investimento é um reconhecimento do talento e da capacidade de execução existentes aqui, e temos orgulho de contar com eles como colaboradores nesta etapa.” — Alejandro Terán, CEO e cofundador da Peso.
