Ucraniano é condenado a quase 6 anos de prisão nos EUA por ataques de ransomware com pedidos de resgate em critpomoedas

Autoridades agora buscam por informações que levem à prisão do desenvolvedor do ransomware utilizado por Stryzhak

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Casos mostram como a justiça americana está interessada em punir criminosos que aplicam extorsão com ransomwares. Imagem: Lucas Andrade/Pexels.

O Departamento de Justiça dos EUA condenou nesta terça-feira (27) Artem Stryzhak (36) a quase seis anos de prisão. Segundo a denúncia, o ucraniano estava envolvido com os ransomwares Nefilim e Hive, que fizeram milhares de vítimas em todo o mundo.

Dentre os alvos do grupo estavam hospitais, órgãos governamentais, escritórios de advocacia e outras empresas.

Em setembro, os EUA já haviam condenado outro ucraniano a quatro anos de prisão por seu envolvimento com outro ransomware, o Conti. Os casos mostram como a justiça americana está interessada em resolver estes casos e punir os criminosos.

Procuradores lembram que ataques contra hospitais aconteceram durante a pandemia

Em suma, um ransomware bloqueia o acesso da vítima ao seu computador, geralmente criptografando arquivos. Na sequência, eles exigem um pagamento em criptomoedas para liberar os dados.

No caso de Stryzhak e seus comparsas, os procuradores americanos destacam que os grupos estavam atacando hospitais durante a pandemia.

“Em um dos casos, um hospital atacado pelo grupo Hive precisou abandonar a tecnologia digital para tratar os pacientes que já estavam internados e ficou impossibilitado de receber novos pacientes imediatamente após o ataque.”

Joseph Nocella Jr., procurador dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York, destaca que a sentença contra Artem Stryzhak demonstra que criminosos cibernéticos não podem se esconder das autoridades e enfrentarão punições severas por seus atos.

“Os ataques de ransomware, como os cometidos pelo réu, causam enormes danos, prejudicando empresas vítimas que gastam milhões de dólares na recuperação de sistemas e no pagamento de resgates, impedindo hospitais e outras instalações essenciais de acessar dados e colocando informações confidenciais nas mãos de criminosos.”

O Departamento de Justiça nota que o Stryzhak juntou-se aos grupos Nefilim e Hive por volta de junho de 2021, onde atuou até janeiro de 2023, fazendo cerca de 1.500 vítimas.

O suspeito foi preso na Espanha em junho de 2024 e extraditado para os EUA em abril de 2025, onde mais tarde se declarou culpado de acusações de conspiração para cometer fraude, extorsão e atividades relacionadas.

Já nesta terça-feira (27), Stryzhak foi condenado a 70 meses de prisão, cerca de 6 anos.

Agora, as autoridades buscam informações que levem à prisão de Volodymyr Tymoshchuk, apontado como o desenvolvedor do ransomware utilizado por Stryzhak nos ataques.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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