Carteiras com 100 a 1.000 bitcoins lideram acumulação em outubro, revela Glassnode

Bitcoin enfrenta resistência na região dos US$ 85.000 e baixa volatilidade

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Bitcoin se prepara para fechar o mês de outubro em leve queda. Imagem: PriismaDesign/Pixabay.

Um relatório publicado pela Glassnode nesta quarta-feira (28) destaca que o Bitcoin voltou a operar abaixo dos US$ 85.000, principalmente por conta da perda de força dos ETFs. Por outro lado, o texto aponta que carteiras com 100 a 1.000 bitcoins estão liderando a acumulação em outubro.

Restando somente três dias para o fim do mês, o Bitcoin opera em queda de 3,4% no período que, apesar disso, é considerado um dos melhores meses para a criptomoeda.

Outro destaque do relatório fica para a baixa volatilidade do Bitcoin, atualmente nos mesmos níveis de 2023.

A maioria dos investidores de longo prazo está no prejuízo, diz Glassnode

Embora o Bitcoin tenha passado por uma forte alta em agosto, seguida por outra disparada em setembro, a criptomoeda opera em queda de 7,8% em relação aos US$ 87.375 do mês anterior, enquanto é negociado na faixa dos US$ 80.500.

Segundo análise da Glassnode, essa faixa de preço deixa a maioria dos compradores de longo prazo no prejuízo.

“Os investidores de longo prazo, definidos como aqueles que mantêm suas moedas por mais de 155 dias, detêm uma grande quantidade de aproximadamente 4 milhões de BTC comprados entre US$ 85 mil e US$ 118 mil, principalmente em 2025. Mais da metade de todas as moedas desse grupo foi adquirida acima do preço atual. Se o preço se recuperar em direção a US$ 85 mil, muitos desses investidores poderão vender para recuperar o dinheiro investido.”

Analistas afirmam que Bitcoin possui suporte na região dos US$ 77.000 e então nos US$ 64.000, mas que a criptomoeda enfrenta uma forte resistência acima dos US$ 85.000. Fonte: Glassnode/Reprodução.

Quanto aos ETFs, os analistas apontam que eles registraram um volume de US$ 700 milhões em 23 de outubro, sendo uma das sessões mais fracas do ano. Como comparação, eles movimentaram US$ 1,3 bilhão por dia desde o início de maio, já abaixo dos níveis dos meses anteriores.

Quem estaria sustentando o preço do Bitcoin são carteiras com 100 a 1.000 bitcoins, que registraram aportes consistentes em outubro.

“Esse cenário é melhor do que o observado no verão de 2023, quando todos os grupos estavam reduzindo suas posições. A entrada de mais grupos no movimento de acumulação, além das carteiras com 100 a 1.000 BTC, indicaria uma demanda mais ampla por trás da recuperação.”

Gráfico mostra que carteiras com 100 a 1.000 bitcoins seguem aumentando sua exposição na criptomoeda, enquanto outros grupos se desfazem de suas moedas. Fonte: Glassnode/Reprodução.

Em relação ao preço, o relatório aponta que a região entre US$ 84.000 e US$ 85.000 está servindo como uma forte resistência, tendo sido rompida em setembro, mas sem conseguir se manter acima dela.

Volatilidade do Bitcoin está em queda

Outro dado que chama a atenção é sobre a volatilidade do Bitcoin, que voltou para os níveis de junho a agosto de 2023.

“Desde 2015, o Bitcoin apresentou volatilidade menor do que a atual em apenas cerca de 5% dos dias.”

Sem grandes variações bruscas de preço, volatilidade do Bitcoin cai para um de seus menores níveis dos últimos anos. Fonte: Glassnode/Reprodução.

No início do mês, os analistas já haviam apontado que as criptomoedas alternativas estavam perdendo força. No novo relatório, eles reafirmam isso, notando que o apetite por risco parece estar diminuindo.

Por fim, o texto também nota que muitos traders estão migrando para ações na Hyperliquid, uma corretora descentralizada de futuros. Como exemplo, notam que esses mercados movimentaram US$ 2,6 bilhões por dia na última semana na corretora, superando o volume dos contratos de Bitcoin, que ficou em US$ 2,4 bilhões no mesmo período.

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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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