Fontes da Reuters afirmam que supervisores do Federal Reserve e do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) entraram em contato com bancos na segunda-feira (2) após a Binance sofrer um ataque de US$ 6,3 bilhões na última quinta-feira (29).
O jornal afirma que as autoridades estariam preocupadas que os ataques à indústria de criptomoedas possa afetar o sistema financeiro tradicional.
Em recente entrevista, o próprio Changpeng Zhao, fundador da Binance, falou sobre esse risco. Um dos pontos citados pelo bilionário é justamente o crescimento dessa ligação cada vez mais estreita entre os dois mercados, principalmente por conta da tokenização.
Bancos estão estudando ataque contra a Binance
Explicando o contato dos reguladores com os bancos, a Reuters explica que eles estavam em busca de atividades incomuns ou interrupções em seus serviços. As informações foram reveladas por diversas fontes anônimas familiarizadas com o assunto, disse o jornal.
Apesar desse pânico, não houve relatos de problemas bancários recentes.
No entanto, o texto menciona que bancos estão estudando o hack contra à Binance para se protegerem de ataques.
Como exemplo, a equipe de segurança de um dos maiores bancos dos EUA, que não teve seu nome revelado, entrou em contato com a Binance. O objetivo dos especialistas é apresentar um relatório interno que resulte na revisão dos sistemas da instituição. Em nota, a Binance negou tanto essas conversas quanto os rumores de que o hack poderia ter causado algum impacto no mercado financeiro tradicional americano.
Embora seja mais fácil congelar grandes quantias movidas pelos trilhos tradicionais, ao contrário de transferências de Bitcoin, que não podem ser travadas, um grande ataque contra um banco poderia causar enormes prejuízos comerciais.
Além disso, muitos bancos americanos já trabalham com criptomoedas, incluindo gigantes como JPMorgan, Citigroup e BNY Mellon.
Por fim, o ataque contra a Binance tem sido o assunto do ano. Recentemente, Vitalik Buterin, fundador do Ethereum, comentou que os próximos anos serão de sobrevivência, não de crescimento, para a indústria.
