Ledger lança o ‘Atom’, carteira de criptomoedas que combina funções de um celular

Ledger Atom conta com câmera de 50 MP, conexões Wi-Fi 6, Bluetooth, NFC, USB-C e 5G, se parecendo com um smartphone comum

Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
4 min de leitura
Ledger Atom, nova carteira da Ledger, já pode ser adquirida na pré-venda através do site oficial da fabricante. Imagem: Ledger/Reprodução.
Resumo
  • A Ledger anunciou o Atom, dispositivo que combina carteira de criptomoedas, aplicativos Android e conexão 4G/5G, com lançamento previsto para junho a agosto de 2027.
  • O aparelho terá recursos de inteligência artificial para monitorar o mercado e preparar pagamentos, mas as transações precisarão ser aprovadas pelo usuário.
  • A edição Founders Edition custa R$ 4.762 na pré-venda, sem impostos de importação e outras taxas.

A Ledger anunciou nesta quinta-feira (15) uma nova carteira de criptomoedas que combina funções de um celular. Chamado Ledger Atom, o dispositivo possui dois sistemas operacionais.

Programada para ser lançada em 2027, a carteira está custando R$ 4.762 na pré-venda, sem incluir impostos de importação e outras taxas.

O anúncio do produto acontece em um momento delicado da história da empresa. Isso porque algumas de suas carteiras vendidas por revendedores foram fisicamente alteradas, resultando em perdas de centenas de milhões de dólares em criptomoedas.

Ledger Atom possui funções de IA e controles de privacidade

Embora o novo dispositivo da Ledger se pareça com um celular, a empresa afirma que o Atom não é um smartphone. Explicando seu funcionamento, o anúncio oficial afirma que o dispositivo possui conexão 4G/5G, mas que não é possível realizar chamadas telefônicas, nem mesmo para serviços de emergência, mesmo com um SIM/eSIM instalado.

“A conexão celular transmite dados. É essa conexão que permite fazer chamadas de voz ou vídeo por aplicativos de terceiros, além de possibilitar o funcionamento de aplicativos seguros, funcionalidades de assinatura e agentes de IA fora de redes Wi-Fi.”

Ledger Atom possui dimensões de 78×164×9 mm e pesa 250g, parecendo-se com um celular comum. Fonte: Legder/Reprodução.

A empresa afirma que a carteira possui dois sistemas operacionais. Enquanto o Ledger OS é responsável por transações, logins e outras informações confidenciais, o segundo é uma implementação Android.

Um dos destaques apresentados pela empresa é a possibilidade do uso de agentes de Inteligência Artificial (IA) para monitorar o mercado e preparar pagamentos. No entanto, essas ações precisam ser confirmadas pelo usuário, dando total controle sobre os fundos.

“Há um interruptor físico de privacidade que desliga a câmera e o microfone diretamente no circuito. O controle é feito por hardware, em vez de depender de uma opção escondida nas configurações do software.”

Ledger Atom conta com um interruptor que permite desligar a câmera e o microfone do dispositivo. Fonte: Ledger/Reprodução.

Dispositivos começam a ser enviados em meados de 2027

Segundo a Ledger, seu novo dispositivo deve começar a ser enviado somente no verão de 2027 do hemisfério norte, ou seja, entre junho e agosto do próximo ano.

Na pré-venda, o modelo ‘Founders Edition’ está custando R$ 4.762 direto do site da fabricante, sem contar com impostos de importação e outras taxas. Não há informações se esse preço será mantido em outras edições.

“Seu patrimônio é digital. O dispositivo que você usa para gerenciá-lo deve ser desenvolvido para isso. Conheça o Ledger Atom: a segurança de um hardware líder do setor, a praticidade dos aplicativos do dia a dia, o controle sobre suas ferramentas de IA e uma plataforma de aplicativos em rápida expansão, tudo em um único dispositivo preparado para a era quântica. Os agentes propõem. Você aprova. Seu dispositivo de assinatura Ledger impõe as regras.”

Seguir:
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
Sair da versão mobile