11 mil bitcoins são movimentados pela primeira vez após hack de 2014

Símbolo do Bitcoin em código binário.
Símbolo do Bitcoin em código binário.

Uma quantia de 11.325 bitcoins acaba de ser movida na tarde desta terça-feira (29). Equivalente a R$ 2,56 bilhões de reais, tais criptomoedas possuem ligação com o possível hack da exchange Cryptsy, ocorrido em 2014.

Na ocasião, Paul Vernon, fundador e CEO da Cryptsy, relatou que a perda estava relacionada a um malware contido na carteira de uma altcoin, a Lucky7Coin. Entretanto, a exchange continuou operando normalmente, encobrindo o caso com prática reservas fracionárias, até encerrar suas atividades dois anos após o hack.

Além disso, no dia 26 de janeiro deste ano, Vernon foi indiciado nos EUA por fraude, destruição de evidências e evasão fiscal. Portanto, a movimentação destes mais de 11 mil bitcoins pode ter ligação com seu julgamento.

11.325 bitcoins movidos

Na ocasião, os 11.325 bitcoins foram movidos da carteira da exchange Cryptsy para onze carteiras diferentes, ainda em 2014. Dez delas contendo 1.000 BTC e outra um montante maior, 1.325 BTC.

Na época, cada unidade de Bitcoin estava sendo negociada por 1.400 reais, sendo assim, o montante era equivalente a cerca de 16 milhões de reais. Quase oito anos depois, estes 11.325 BTC estão valendo R$ 2,56 bilhões.

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Sem explicação, tais criptomoedas permaneceram dormentes durante este grande período. No total, o dinheiro ficou parado por 7 anos e 8 meses. Além disso, tais endereços também possuem 11.325 BCH, ainda não movidos, representando outros R$ 20 milhões a esta conta. Além do montante em Bitcoin, estima-se que a Cryptsy tenha perdido mais 300.000 Litecoin (LTC) na mesma data. Hoje este montante é equivalente a R$ 186 milhões.

Fundador com problemas na Justiça

Já o motivo da movimentação destes R$ 2,56 bilhões em Bitcoin parece bem claro. O fundador da Cryptsy, Paul Vernon, foi indiciado por autoridades americanas por diversas fraudes em janeiro deste ano.

“As acusações incluem evasão fiscal, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, fraude de computador, adulteração de registros, documentos e outros objetos, e destruição de registros em uma investigação federal.”

Indo além, o texto aponta que a Cryptsy continuou operando normalmente mesmo sabendo que não possuía o dinheiro em caixa. Mais tarde, em 2015, Vernon mudou-se para a China, anunciou publicamente o ocorrido e, em 2016, após ser notificado sobre o processo de liquidação da exchange, invadiu os servidores da sua própria exchange para destruir o banco de dados da mesma.

Quem está no controle dos fundos, hackers ou polícia?

Contudo, embora os EUA tenham confiscado os fundos do hack da Bitfinex no mês passado, é altamente improvável que o mesmo tenha acontecido novamente, apesar da ligação com o fato acima.

O principal motivo é a pulverização destes 11.325 bitcoins em diversas frações contendo entre 15 e 19 BTC para 784 endereços diferentes. Ao que tudo indica, pode ser o início de uma tentativa de encobrir os rastros destes fundos.

Entretanto, embora os dados destas transações sejam públicos, é impossível ter certeza sobre quem está por trás da movimentação destes R$ 2,56 bilhões de reais em Bitcoin, muito menos o propósito destas transações.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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