A tecnologia base do bitcoin voltou a ganhar destaque no setor público brasileiro, com o Ministério Público Militar sendo o mais novo órgão a estudar o tema.
De acordo com apuração do Livecoins, a nova busca surgirá como uma das competências da nova Secretaria de Prospecção e Inovação Tecnológica (SPRINT). Criada no dia 7 de fevereiro de 2025, a SPRINT buscará levar mais inovação ao órgão público.
Vale lembrar que o Ministério Público Militar (MPM) é um ramo especializado do Ministério Público da União (MPU), responsável por fiscalizar a aplicação da lei penal militar e atuar na defesa da ordem jurídica e do regime democrático no âmbito das Forças Armadas.
Ministério Público Militar pesquisará a tecnologia do bitcoin para modernização
Publicada no Diário Oficial da União, a nova portaria assinada pelo Procurador-Geral de Justiça Militar, Clauron Roberto de Bortolli, estabelece a criação da SPRINT como um novo órgão voltado à implementação de soluções tecnológicas para a instituição.
A nova secretaria surge como resposta à necessidade de aprimorar os processos institucionais do MPM, alinhando-se aos princípios da Lei nº 14.129/2021, que promove a digitalização e inovação no setor público.
A SPRINT terá como principal missão coordenar projetos de modernização institucional, incentivar a pesquisa em tecnologia e fomentar o uso de novas ferramentas digitais para aprimorar a atuação do Ministério Público Militar.
Um dos pontos de destaque da portaria é a implementação de tecnologias emergentes, incluindo inteligência artificial, big data e blockchain.
Isso porque, a inclusão da blockchain representa um avanço estratégico na transparência e segurança das informações institucionais.
Assim, a tecnologia de registros distribuídos poderá ter aplicações para garantir a impossibilidade de adulteração de dados, rastreabilidade e confiabilidade dos processos internos do MPM. Com isso, espera-se fortalecer a integridade das investigações e otimizar a gestão de documentos e processos administrativos.
Forças armadas de olho na blockchain
As forças armadas brasileiras já estão atentas a realidade da tecnologia blockchain, que pode ter várias aplicações práticas e potenciais na segurança do país.
No Exército Brasileiro, por exemplo, um recente artigo de um subtenente mostra que a blockchain pode impulsionar a segurança dos dados, em uma era de guerras cibernéticas crescentes. Esta é claro, é apenas uma das aplicações.
Já na Força Aérea Brasileira o tema da blockchain ainda não surgiu como tópico de interesse no curto prazo. No entanto, em uma apresentação recente da FAB, o tema de blockchain e inteligência artificial surgiram como forma de inovações promissoras ao futuro.