MetaMask integra rede Stellar por padrão para facilitar pagamentos globais

Atualização anunciada nesta quinta-feira (29) em Lisboa libera gerenciamento de tokens XLM e Soroban sem necessidade de configuração extra

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura

A carteira de autocustódia MetaMask anunciou nesta quinta-feira (29) a inclusão da blockchain Stellar como uma rede padrão dentro do aplicativo móvel e da extensão para navegadores.

Revelada em conjunto com a Stellar Development Foundation durante a conferência Meridian, em Lisboa, a integração já está disponível e cria um endereço nativo para todas as contas existentes sem necessidade de configuração manual.

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Com a novidade, a plataforma torna-se a primeira grande carteira de autocustódia do mercado a entregar suporte nativo de fábrica para esse ecossistema focado em transferências globais.

Antes da atualização, os usuários que desejavam movimentar valores na rede precisavam instalar um programa separado, mas agora o acesso deriva da mesma frase secreta de recuperação já utilizada pelo titular.

O recurso permite guardar, enviar e receber a criptomoeda XLM, ativos baseados em linhas de confiança (trustlines) e tokens do padrão Soroban ao lado de moedas de outras blockchains. Além disso, os investidores já conseguem importar chaves de carteiras externas e realizar trocas diretas (swaps) entre a Stellar e as demais redes suportadas pela ferramenta.

“Para a maior parte do mundo, o local onde você nasce ainda decide qual dinheiro você pode guardar, para onde pode enviar e quanto custa movimentar. Estamos construindo o caminho para o Dinheiro Aberto, onde os mesmos trilhos funcionam para todos, não importa o ponto de partida, e a Stellar passou mais de uma década provando isso em escala.” — Gal Eldar, diretor de produto da MetaMask.

Foco em remessas internacionais e expansão além do ecossistema Ethereum

Em operação desde 2014 como uma infraestrutura pública de pagamentos, a Stellar liquida transações em cerca de cinco segundos com taxas que custam uma fração de centavo de dólar.

Segundo dados da fundação responsável pelo projeto, o protocolo processou US$ 55,6 bilhões em volume de pagamentos em 2025, resultado que representou um crescimento anual de 52%.

Essas movimentações financeiras abrangem desde o comércio e programas governamentais até o setor de remessas internacionais de dinheiro.

Dados do Banco Mundial citados no anúncio mostram que o custo médio global para enviar US$ 200 para outro país atinge 6,36%, percentual superior ao dobro da meta de 3% estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para a MetaMask, a parceria marca mais um passo na expansão da carteira para além das redes baseadas na máquina virtual do Ethereum.

“Cada usuário da MetaMask agora tem acesso a uma rede que já movimenta bilhões de dólares em pagamentos do mundo real, de remessas ao comércio e programas governamentais. Quando os trilhos que as pessoas precisam já estão na carteira em que confiam, o uso deixa de ser uma escolha difícil e passa a ser algo que elas fazem com naturalidade.” — Denelle Dixon, diretora-executiva da Stellar Development Foundation.

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