“Mineração de Bitcoin transfomou lago em banheira de hidromassagem”, dizem moradores de NY

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
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A preocupação com o Bitcoin e o meio ambiente continua em alta, com cada vez mais pessoas para aumentar a discussão entre os dois lados. Mais um passo para essa discussão foi a reativação de uma usina de energia por uma empresa de capital privado que começou a minerar Bitcoin. Para os moradores locais, a usina está alterando a temperatura do lago glacial Seneca Lake,em Nova York.

De acordo com a NBC News os moradores locais alertaram que a atividade da usina de energia para a mineração de Bitcoin está tornando a água do local muito mais quente.

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“O lago está tão quente que parece que você está em um ofurô”, disse uma moradora da região chamada Abi Buddington.

Como colocado pela NBC, a usina fica nas margens do Seneca Lake e é propriedade da Atlas Holdings, operada pela Greenidge Generation LLC. No último ano a empresa aumentou a produção de energia da usina movida a combustível fóssil, mas não para oferecer energia para as cidades próximas, e sim para minerar Bitcoin.

Segundo o site Ars Techinica, no período de um ano e meio de mineração, a usina conseguiu lucrar mais de 1,1 mil bitcoins. Ainda assim, a companhia pretende instalar milhares de novas mineradoras, usando 85MW da capacidade total de 108MW da usina.

Ainda como mostrado pelo Ars, a usina elétrica está tendo um impacto ambiental grande no local. Com apenas 13% da sua capacidade de funcionamento, as operações de mineração de Bitcoin da Atlas produziram 243.103 toneladas de dióxido de carbono, um aumento de 10x em relação ao período pré-mineração de Bitcoin.

Com isso, vale ressaltar que a usina tem permissão para emitir até 641.000 toneladas de CO2 por ano, ou seja, ela não está fazendo nada que vai contra a lei local ou as permissões que a companhia tem.

O Seneca Lake é um lago muito importante na região de Nova York, contando com algumas espécies de animais que dependem do delicado equilíbrio de temperatura da água no lago glacial, como é o caso da Truta-arco-íris. 

Com isso, o aumento de temperatura na região do lago está preocupando muitos dos moradores locais, que comparam a água, que deveria estar bem fria, á uma banheira de hidromassagem, uma banheira de água quente.

Atlas afirma que atua totalmente dentro da lei

Apesar das preocupações dos moradores locais, o Atlas afirmou que não atua sem todo o consentimento das normas locais e das regras, afirmando que a usina elétrica não tem nenhum impacto negativo no Seneca Lake.

Segundo dados enviados pela companhia, a temperatura da água utilizada entre 1 de março de 17 de abril estava em 9,4º apenas alguns graus acima da temperatura de entrada de água, perfeitamente dentro do limite de segurança e do que é exigido como controle de qualidade.

“A usina de Greenidge opera com total comprometimento com as autorizações de água e ar, que foram concedidas após análises e pesquisas pelo estado. A noção de que a usina está impactando negativamente o Seneca Lake – ou o objetivo de Nova York de diminuir a emissão de gases do efeito estufa – é falsa”, disse um porta voz da companhia.

Como é de se imaginar essa situação dividiu mais uma vez os defensores e os detratores da mineração de Bitcoin, com muitos afirmando que esse tipo de coisa terá um impacto gigantesco no meio ambiente no futuro.

Outros acreditam que a mineração de Bitcoin tem um impacto positivo, motivando o uso de energia verde ao redor do mundo. Infelizmente, esse é um dos fatores do ecossistema que só será demonstrado com o tempo. Mas com certeza, será uma estrada esburacada para os dois lados.

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