Amaury Júnior processado por promover empresas do rei do bitcoin

Apresentador ajudou a demonstrar negócio duvidoso, aponta investidor.

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Claudio Oliveira, um dos acionistas do Grupo Bitcoin Banco. Foto/Divulgação.
Claudio Oliveira, um dos acionistas do Grupo Bitcoin Banco., conhecido por alguns como "Rei do Bitcoin" Foto/Divulgação.

O Grupo Bitcoin Banco enfrenta na justiça mais um processo de um cliente que se sentiu lesado. Ao procurar a justiça, uma investidora incluiu o apresentador Amaury Júnior como agravante no processo.

Em decisão que corre em segunda instância, foi julgada pelo desembargador Jayme de Oliveira. O caso corre no Tribunal de Justiça de São Paulo, aberto por uma ex-investidora do Grupo Bitcoin Banco (GBB).

Os investimentos eram realizados através da NegocieCoins e BTC Coins, ambas pertencentes ao GBB. A investidora alega que os seus saques não têm sido processado, com as corretoras tentando ganhar tempo no caso.

Cláudio Oliveira ao lado de Amaury Júnior (reprodução/facebook)
Cláudio Oliveira ao lado de Amaury Júnior (reprodução/facebook)

Investidora afirma que apresentador Amaury Júnior foi agravante em seu processo decisório

A investidora do Grupo Bitcoin Banco afirma que foi surpreendida ao receber a informação de que só poderia sacar o montante de R$ 10 mil. A partir deste momento, em junho de 2019, o GBB começou a atrasar o saque dos clientes.

Para a investidora, que se afirma inconformada no processo, e perdeu a causa na primeira instância, há mais o que relatar. Além disso, não se deu por vencida e procurou novamente reaver seu dinheiro, levando o caso para segunda instância do judiciário.

Dessa vez apresentou o argumento que ao fazer o investimento no referido grupo, se levou pela atração com o apresentador Amaury Júnior. Ou seja, na visão da investidora de Bitcoin, ao ver Amaury Júnior próximo ao grupo, em eventos luxuosos, acreditou que a empresa era séria.

Cláudio Oliveira, Ratinho e Amaury Júnior
Cláudio Oliveira, Ratinho e Amaury Júnior

A investidora sustenta que como tem registrado o boletim de ocorrência, inúmeras reclamações no site Reclame Aqui, verificar notícias de descumprimento da agravada na internet, acredita estar certa. Dessa forma a investidora pede a concessão de uma medida liminar para bloqueio da quantia investida nas contas do Grupo Bitcoin Banco, para evitar que seu dinheiro seja perdido para sempre.

A investidora afirma, em outro ponto, que caso seus investimentos se percam, resultaria em grande risco de dano ao seu patrimônio. Alega, por fim, que o GBB esteja esvaziando suas contas e desfazendo de seu patrimônio com objetivo de a prejudicar mais ainda.

Desembargador não entendeu da mesma maneira que cliente do Grupo Bitcoin Banco

Em exame preliminar, o desembargador acredita que embora a investidora tenha certa razão, não há elementos que comprovem algumas alegações. O risco de lesão grave e de difícil reparação, por exemplo, não se mostra presente.

Além disso, o relator apontou que há uma notícia do deferimento da recuperação judicial do grupo. Ou seja, o GBB teria, na visão da justiça brasileira interesse na reparação dos danos causados.

Por fim, para o desembargador Jaime de Oliveira, em decisão proferida no dia 13 de abril em São Paulo, não há motivos para congelar os bens da empresa. Ambas as partes serão intimadas para vistas ao processo em até 15 dias podendo acrescentar novos documentos que entender convenientes.

Claudio Oliveira, Dono do Grupo Bitcoin Banco
Cláudio Oliveira Imagem: Reprodução/YouTube

Problemas para Grupo Bitcoin Banco resolver não acabaram

A mídia de criptomoedas brasileira começou a falar dos problemas envolvendo os saques no Grupo Bitcoin Banco em 2019. De lá para cá, inúmeros processos chegam semanalmente na justiça brasileira.

Várias entrevistas já foram conduzidos com o dono da empresa, Cláudio Oliveira, e os clientes aguardam receber seus investimentos. As corretoras de Bitcoin do grupo ficaram famosas ao prometer uma possibilidade de arbitragem infinita.

A prática consistia em vender mais caro Bitcoin em uma corretora e comprar mais barato na outra, infinitamente. Com as plataformas ficando agitadas com as possibilidades de ganhos “infinitos”, várias pessoas criaram contas e passaram a operar.

Tudo era bonito, tudo era belo, até que o sonho acabou. A empresa pediu na justiça recuperação judicial e irá processar os saques dos clientes na medida em que avançar nas conversas com a justiça.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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