Antes de morrer, saiba como deixar criptomoedas como herança

Plataforma Last Will permite que criptomoedas sejam entregues para os herdeiros após morte de investidor.

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A morte pode ser dolorosa e a vida de ninguém é substituível. Em casos de família a herança é dividida através de testamentos e divisão da herança. Mas, o que acontece quando quem morreu deixa uma fortuna em criptomoedas? Nesse caso, a plataforma Last Will pode ajudar.

Muitos investidores buscam deixar dados que levam as suas criptomoedas em caso de morte. Essas informações são confiadas aos parentes próximos ou deixadas através de cartas, ou documentos em computadores. Por outro lado, existem aqueles que não pensaram ainda sobre a morte e como deixar a salvo tudo que possuem em criptomoedas.

Plataforma vai gerenciar heranças deixadas em criptomoedas

A plataforma Last Will foi lançada nesta quarta-feira (10). Em busca de garantir a entrega de heranças em criptomoedas, a Last Will oferece o gerenciamento de fortunas através de criptomoedas. Contudo, essa administração somente acontece após o falecimento do investidor.

Através desta plataforma os investidores podem garantir a entrega dos fundos em ativos digitais para parentes e entes queridos. Dessa forma, a modalidade representa uma segurança para aqueles que desejam que seus próximos tenham acesso às suas criptomoedas em caso de óbito.

A Last Will funciona através de contratos inteligentes. Além disso, a plataforma está integrada ao Bitcoin Cash (BCH) criptomoeda base do projeto. Dessa forma, os usuários criarão contratos de herança para serem executados como doações.

Plataforma teria salvado fortuna de Gerald Cotten

Criada por Karol Trzeszczkowski, a Last Will deverá agregar investidores precavidos que buscam deixar suas criptomoedas como herança. A plataforma poderia, por exemplo, acesso aos fundos de pessoas que podem morrer inesperadamente. Um caso emblemático e que aconteceu recentemente com o fundador da QuadrigaCX.

Gerald Cotten faleceu inesperadamente aos 30 anos. O criador da maior exchange canadense supostamente levou consigo o acesso a US$ 130 milhões em criptomoedas. Com um software seguro para gerenciamento de ativos em caso de morte, Cotten poderia ter criado um sistema de transferência de fundos através do contrato de herança.

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Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".
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