Autoridades dos EUA apreendem R$ 2,5 milhões em criptomoedas de hacker

Homem foi preso após operação que mirava operadores de um famoso ransomware.

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Polícia faz operação contra fraude de criptomoedas
Polícia/Pixabay

As autoridades dos Estados Unidos, em uma mega operação, apreenderam R$ 2,5 milhões em criptomoedas de um hacker. Operador de um ransomware, o canadense teria ganhado milhões de dólares com extorsão de vítimas do mundo todo.

No Brasil, e no mundo, os ataques cibernéticos conhecidos como ransomwares têm feito milhares de vítimas. Ao atacar uma pessoa, o malware criptografa os arquivos com extrema velocidade.

Ao ver os arquivos do computador criptografados, as vítimas recebem contato dos hackers. Normalmente, elas recebem pedidos de paramentos de resgate, em criptomoedas, como Bitcoin e Monero, por exemplo.

Apesar de não ser aconselhado realizar o pagamento pela extorsão virtual, muitos acabam pagando. Os chamados operadores de ransomwares seguem criando mais aplicações maliciosas no setor.

Autoridades dos EUA apreenderam R$ 2,5 milhões em criptomoedas de hacker canadense

As autoridades dos EUA capturaram nos últimos dias US $ 454.530,19 em criptomoedas. A quantia seria fruto de crimes cometidos pelo ransomware NetWalker, um dos mais famosos a atacar pessoas e empresas pelo mundo.

A apreensão de quase meio milhão de dólares, cerca de R$ 2,5 milhões no Brasil hoje, aconteceu no dia 10 de janeiro. Apesar disso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos só divulgou a operação na última quarta-feira (27).

“Estamos reagindo contra a crescente ameaça de ransomware não apenas apresentando acusações criminais contra os atores responsáveis, mas também interrompendo a infraestrutura online do crime e, sempre que possível, recuperando pagamentos de resgate extorquidos das vítimas”, disse um procurador do DOJ dos EUA

As investigações apontam quem o NetWalker atacou hospitais, escolas, faculdades, empresas, municípios, entre outros mais. Em meio à pandemia da COVID-19, os ataques miraram ainda mais o setor de saúde, aproveitando a crise para aumentar a extorsão contra vítimas.

A orientação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é que vítimas de ransomware procurem a polícia assim que detectado o crime.

Rede de cibercrime associada à ransomware chamou atenção das autoridades

A investigação contra o NetWalker encontrou e prendeu um cidadão canadense na Flórida, estado dos EUA. Contudo, ele pode ser apenas um dos operadores de uma rede de crimes virtuais.

As investigações apontam até um modelo de “ransomware-as-a-service” foi criado pelos criminosos.

“De acordo com os documentos judiciais, o NetWalker opera como um modelo denominado ransomware-as-a-service, apresentando “desenvolvedores” e “afiliados”. Os desenvolvedores são responsáveis ​​por criar e atualizar o ransomware e disponibilizá-lo aos afiliados. Afiliados são responsáveis ​​por identificar e atacar vítimas de alto valor com o ransomware, de acordo com o depoimento. Depois que a vítima paga, os desenvolvedores e afiliados dividem o resgate.”, afirmou o DOJ em nota

Atuando nas investigações com parceiros, o FBI foi o responsável por encontrar e desmascarar o suspeito. A investigação ainda levou auxílio a outra operação contra o NetWalker, deflagrada na Bulgária nessa semana.

Segundo a nota da justiça dos EUA, os ransomwares são crimes que afeta muitas vítimas. No entanto, com a infraestrutura de investigações, o FBI tem condições de auxiliar vítimas no combate a essa crescente fraude virtual.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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