Bitcoin é uma forma extrema de anarquismo libertário, diz gestor de fundos

Além da preocupação com o impacto social do Bitcoin no mundo, o gestor também falou sobre o impacto ambiental causado pela mineração da criptomoeda.

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Existem diferentes opiniões sobre como o Bitcoin será capaz de mudar o futuro e a sociedade como um todo, no entanto, nem todas as opiniões são utópicas, com alguns acreditando que a moeda pode ir no caminho contrário do que muitos pensam e prejudicar a sociedade. Pelo menos esta é a opinião de Tim Bond, gestor de portfólios de uma das maiores firmas financeiras de Londres.

De acordo com informações do MarketWatch, Bond disse acreditar que a maior criptomoeda do mundo não possui nenhuma utilidade social real além de ser uma ferramenta de especulação e uma maneira de lavar dinheiro.

O parceiro e gerente de portfólio na Odey Asset Management disse em entrevista ao site que o Bitcoin também está prejudicando o planeta e que no futuro pode fazer com que a sociedade não funcione mais. Ele chegou a dizer que o Bitcoin é uma classe de ativos particularmente vil.

“Para mim o Bitcoin é um ativo particularmente vil. Se o Bitcoin começar a romper com as moedas fiduciárias, moedas liberadas pelo governo que não são lastreadas em comodities, a habilidade dos governos de coletar taxas, gastar e redistribuir vão ser prejudicadas.”

Bitcoin pode impedir o funcionamento da sociedade

Esses são atributos da moeda que os defensores do Bitcoin garantem ser pontos positivos. Segundo Bond, o Bitcoin pode acabar evitando que a sociedade funcione, tanto de maneira eficiente quanto de maneira ética, com a moeda se tornando uma ferramenta de anarquismo liberal extremo.

“Sendo assim, o Bitcoin é a ponta da lança de uma forma de anarquismo liberal extremo, talvez por isso que o Bitcoin é tão popular no Vale do Silício.”

Além da preocupação com o impacto social do Bitcoin no mundo, Bond também falou sobre o impacto ambiental causado pela mineração da criptomoeda e o quão a emissão de gases gerados pelo setor está em níveis equivalentes a de países inteiros.

“A mineração de Bitcoin está localizada principalmente em economias asiáticas (65% na China) onde o suprimento de eletricidade vem do carvão e outros combustíveis fósseis. Podemos então calcular que a mineração de Bitcoin produz cerca de 55 milhões de toneladas métricas de CO2 por ano (…) É difícil pensar em outra atividade humana que é simultaneamente inútil e tão prejudicial para o planeta.”

Tim Bond é parceiro da Odey Asset Management, empresa fundada por um bilionário em 1991. É difícil levar a sua opinião como uma certeza, afinal, ele está em uma posição que não se importa ou não liga para a democratização que o Bitcoin oferece e como ele muda diferentes partes da sociedade que não eram afetadas positivamente pelo sistema tradicional.

Ainda assim, os impactos do Bitcoin, tanto sociais quanto climáticos, precisam ser analisados, mas ainda é cedo para determinar se é algo negativo ou positivo.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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