Bitcoin atinge preço de R$ 550 mil na Turquia

Além dos preços, o que também subiu consideravelmente foi o número de pesquisas sobre Bitcoin, de acordo com o Google Trends.

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A Turquia, um dos países emergentes, está passando por problemas com a inflação da sua moeda fiduciária, com a Lira Turca desvalorizando cerca de 17% em relação ao dólar no momento da escrita deste artigo. Com a situação da moeda ficando cada vez mais complicada, o Bitcoin disparou não só no preço mas também em popularidade. 

A motivação da forte queda da Lira em relação à moeda norte-americana vem depois de uma série de intervenções do presidente Recep Tayyip Erdogan, ao Banco Central.

O governo, que tem cunho liberal econômico, anunciou a remoção do presidente do Banco Central no dia 20, sábado. O anuncio veio na mesma semana em que o Banco Central anunciou uma alta dos juros no país acima do esperado por especialistas.

Por um momento, todo esse momento de incerteza fez com que o Bitcoin saltasse consideravelmente de preço nas plataformas P2P, como na Local Bitcoins. Negociações do Bitcoin atingiram a marca de 734 mil TRY (Lira Turca), cerca de US $ 100 mil, valor próximo dos R$ 550 mil. Atualmente, no Brasil, cada Bitcoin é avaliado por volta de R$ 310 mil.

Além dos preços, o que também subiu consideravelmente foi o número de pesquisas sobre Bitcoin, de acordo com o Google Trends. Isso indica que o número de investidores interessados na criptomoeda aumentou justamente quando a moeda fiduciária começou a perder seu valor.

Como é de se imaginar, é possível que muitos dessas pesquisas tenham sido motivadas pela narrativa de que o Bitcoin é uma boa reserva de valor, sendo assim, podendo proteger os turcos do colapso cada vez mais próximo da Lira.

O perfil Wu Blockchain, que pertence uma conhecida jornalista do criptomercado, também acredita nessa hipótese.

“Essa é a terceira fez que o presidente do banco central é trocado desde 2019. Nos últimos três anos, a Lira Turca perdeu cerca de 50% do seu valor, fazendo mais investidores apostarem no Bitcoin, que tem um suprimento limitado e é deflacionário.”

Esse interesse pelo Bitcoin vem ganhando força em todos os países que estão preocupados com uma iminente inflação descontrolada. Até mesmo nos EUA o Bitcoin vem ganhando mais força como uma forma de proteção de fundos.

E esse não é uma preocupação que afeta apenas os investidores varejistas, já que desde 2020 o BTC passou a fazer parte da reserva de várias instituições. 

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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