Bitcoin está ajudando a driblar repressão política

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Quebrando as correntes
Quebrando as correntes

A Bielorrússia está passando por um momento complicado atualmente, com vários protestos contra a 6ª reeleição do atual presidente Aleksandr Lukashenko, conhecido como “O último ditador europeu.” Os protestos na Bielorússia estão sendo proibidos pelas autoridades do país, mas os cidadãos do país estão usando o Bitcoin para driblar a repressão política do governo.

As pessoas da Bielorrússia estão realizando protestos em diferentes partes do país desde a reeleição de Lukashenko no mês passado. Os protestos alegam que ele não foi o verdadeiro vencedor da eleição e que os resultados foram forjados.

Para inibir os protestos, o governo adotou diferentes táticas, desde a repressão policial, censura de informações e até mesmo ameaças de buscar ajuda externa da Rússia.

O que está mais afetando os nomes menores do protesto é a perseguição política no ambiente profissional, com muitos sendo demitidos por motivos políticos.

Como há um grande controle governamental na micro e macro economia do país, as pessoas demitidas podem acabar não encontrar um novo emprego, pelo menos enquanto Lukashenko estiver no poder.

Para oferecer auxílio para aqueles que estão sofrendo com essa perseguição política, foi criado o BYSOL. Esse fundo de proteção está oferecendo ajuda financeira em Bitcoins para os que foram demitidos por motivos políticos.

O site Coindesk falou com uma das pessoas que foi demitida e recebeu o auxílio. Maria Koltsyna disse que nunca tinha tocado em uma criptomoeda antes, mas que o time por trás do BYSOL ensinou ela a usar uma carteira de celular.

Segundo o site, Maria aprendeu a usar a carteira em menos de 10 minutos. Com o dinheiro recebido ela comprou um notebook para arrumar um novo trabalho na área de TI. O resto do dinheiro foi o suficiente para pagar seu aluguel e comprar comida por vários meses.

Apenas o Bitcoin não está sob controle do governo da Bielorrússia

De acordo com fontes o governo está mantendo o controle de todas as outras formas de transferência de dinheiro para evitar que os detratores de Lukashenko recebam qualquer tipo de auxílio.

Com isso, o BYSOL (BY é o código de Bielorrússia, SO é de Solidarity) optou pelo Bitcoin, já que é muito mais difícil de rastrear e é impossível de ser censurado.

De acordo com Yaroslav Likhachevskiy, um dos fundadores do BYSOL, o Bitcoin é o único meio de pagamento que não pode ser controlado pelas autoridades da Bielorússia. O regime de Lukashenko está monitorando de perto transferências bancárias e congelando fundos ligados a atividades de protestos.

Likhachevskiy também disse que era um cético em relação ao Bitcoin, mas agora acredita que ele pode ser realmente útil.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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