Brasileira que adquiriu 39 CryptoPunks quer ajudar mulheres a entenderem o mercado de NFTs

Projeto pretende ajudar mulheres de todo mundo a ingressar neste ambiente.

Artista mulher com projeto em seu computador
Artista mulher com projeto em seu computador

A brasileira “The Beauty and the Punk” (A Bela e o Punk), que adquiriu, em 2017, 39 CryptoPunks está com um projeto novo para o mercado WEB 3.0.

Em conversa com o Livecoins, ela pediu para ser chamada apenas de “B“, narrando um pouco de sua experiência de anos no mercado de NFTs, uma das primeiras a acreditar em um projeto que explodiu nos últimos anos.

Criado pelo Larva Labs, os CryptoPunks é um projeto de 10 mil NFTs criado em Ethereum no ano de 2017. Em seu início, este projeto passou por um momento do qual não havia nenhuma comunidade, mas B lembra que fez o “Claim” de 39 CryptoPunks, adquirindo esses itens apenas pagando por taxas de rede.

“2017 eu invistia um pouco em Ethereum e estudando o projeto, cheguei nos CryptoPunks. Eu fiz o claiming de alguns itens da coleção, que na época já estavam mintados. Eu não consegui nenhum alienígena, mas consegui 4 macacos, 2 zumbis e alguns humanos. Após isso eu guardei meu portfólio.”

Após colocar um Macaco à venda ela viu pelo Twitter que seu NFT tinha sido vendido, voltando assim para a cena. Após isso, ela criou um Twitter e voltou a acompanhar o mercado de NFTs, que tinha sido totalmente alterado e agora já tinha uma comunidade.

A reportagem, “B” lembra que nunca pretendeu ser uma colecionadora de arte digital antes, mas acabou acontecendo naturalmente pelo interesse em adquirir arte digital ou entrar em projetos criados em blockchain.

Empresária e colecionadora de arte digital/tradicional

De origem humilde no Brasil, B lembra que teve uma jornada dura, onde se esforçou muito desde muito cedo, e contando com a ajuda de pessoas que lhe são importantes em vários momentos de sua vida.

A brasileira lembra que com toda a experiência que adquiriu, começou a ser colecionadora de artes físicas há alguns anos. Segundo ela, seu portfólio de investimentos tem inclusive uma peça do século XVI, de uma artista mulher que ela admira muito e conseguiu comprar.

“Para mim foi um processo natural passar a investir em arte digital, visto que eu já contava com uma experiência como colecionadora de arte tradicional.”

Hoje, ela divide seu tempo entre vida pessoal, comunidade de blockchain e um trabalho convencional em uma empresa na Europa, com planos de em breve trabalhar apenas com criptomoedas.

Com relação à investimentos em arte digital, ela conta com mais de 500 NFTs, divididos entre a rede Ethereum e Tezos.

“Pedir para artistas mulheres fazerem constante marketing de seu trabalho é inviável. Está na hora de mulheres serem presentes em grandes números, permeando todo o ecossistema, não sendo a exceção, mas parte da norma”.

Duas mulheres brasileiras querem ajudar pessoas

Com uma amiga também brasileira, B disse que chegou o momento de retribuir a ajuda que já recebeu, agora com foco em mulheres de países emergentes. Dessa forma, surgiu a ideia do Rise DAO, anunciado por ela nos últimos dias pelo seu Twitter.

A Rise DAO surge como uma necessidade de colocar mais mulheres no mercado de arte digital, tornando o espaço mais igual entre artistas do sexo masculino e feminino. Ela lembra que a falta de incentivos para algumas mulheres a afastam do mercado, mas B pretende ajudar a mudar isso.

Para fundar a Rise DAO, ela lançou uma coleção NFT de apenas 4 peças, arrecadando 2 Ethereum em menos de 48 horas, que serão utilizados para financiar o início do projeto. Hoje, este projeto tem apenas duas semanas de sua fundação.

“A gente quer fazer o onboarding de mulheres artistas para a WEB 3.0, NFTs. Também queremos ensinar mulheres a programar arte generativa, como p5.js uma linguagem aceita na comunidade, e serem developers para projetos descentralizados de blockchain.”

Teremos uma DAO para dar retornos a comunidade

O projeto Rise DAO nasce com uma ideia de ajudar mulheres e pretende ter uma governança descentralizada. Investidores que contribuírem com mais de 1 ETH para o projeto, os sponsors, terão direito a votos, determinando como os fundos da DAO serão utilizados.

Em princípio o projeto será focado em mulheres de países em desenvolvimento, mas o objetivo é arrecadar fundos suficientes para abranger mulheres de quaisquer países que tenham interesse em WEB 3.0.

“No futuro, qualquer mulher que precise de ajuda para fazer sua arte digital poderá nos procurar.”

Ela lembra que o foco da Rise DAO não será ter retornos por ajudar as mulheres, mas o retorno será para a comunidade, ideia que ela disse ser similar a de uma ONG. As inscrições para mulheres que quiserem participar do projeto serão divulgadas pelo Twitter e Discord do projeto.

Obras criadas pelas futuras artistas do projeto serão colocadas a venda em plataformas já conhecidas no mercado, mas há planos de no futuro criar um marketplace do próprio projeto.

Para janeiro de 2022, queremos ter a primeira turma da Rise DAO

Segundo B, colecionadora, empresária e artista, até janeiro de 2022 a primeira turma da Rise DAO deverá estar criada. Para financiar esse trabalho, ela criou uma coleção a venda na Foundation, com esse recurso podendo ser utilizado para financiar o início do projeto que tanto sonha em colocar em prática.

Entusiasta da tecnologia NFT, B acredita que NFTs permitem a artistas conectar com um número e gama muito maior de possíveis colecionadores. Além disso, ela acredita que o sistema de royalties dos NFTs beneficia os artistas no longo prazo, o que não se vê no setor tradicional.

Essas características levam ela defender que mulheres entrem no espaço e façam suas carreiras no setor, algo que ela quer colocar em prática.

“Tem muito dinheiro envolvido no mercado de NFTs, então faz sentido tirar um pouco de tempo para investir na entrada de novas pessoas nesse mercado”.

Lembrando da sua infância difícil no Brasil, ela disse que entende a importância de se ter ajuda para ganhar espaço no mercado, e a Rise DAO espera ser um projeto descentralizado para ajudar pessoas.

Para o futuro, ela acredita que muitas aplicações em blockchain se colocarão como fundamentais para a evolução do mundo, alinhadas com o metaverso, entre outras soluções mais.

Nos últimos dias, B deu uma entrevista ao portal ArtNet, um dos principais no setor de artes, onde também comentou sobre sua experiência no setor e como tudo começou. Para quem quiser seguir e conhecer mais sobre o projeto Rise DAO da brasileira B pode conferir tudo pelo Twitter e Discord, já criados por ela e sua cofundadora.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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