Brasileiro que movimentou R$ 1 bilhão em criptomoedas e fugiu do país tem recurso negado no STF

Ministro Cristiano Zanin mantém prisão preventiva de investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido de liberdade para um brasileiro acusado de crimes financeiros. O ministro Cristiano Zanin assinou a decisão contra o investigado por movimentar R$ 1 bilhão em criptomoedas na quarta-feira (7).

A Polícia Federal aponta a participação do homem em esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O suspeito é um operador identificado como “B. K. T. T.” que utilizou, segundo a acusação contra ele, criptomoedas para ocultar recursos oriundos de tráfico de drogas e estelionato entre os anos de 2018 e 2021. O processo tramita em sigilo.

O acusado fugiu do território nacional após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça e as autoridades incluíram o nome do foragido na lista de difusão vermelha da Interpol, antes de sua captura na Itália em 2025.

Cristiano Zanin negou recurso de possível golpista das criptomoedas brasileiro
Cristiano Zanin negou recurso de possível golpista das criptomoedas brasileiro (Foto/Reprodução)

Fuga para o exterior justificou manutenção da prisão preventiva de operador de R$ 1 bilhão em criptomoedas

A defesa do investigado impetrou um habeas corpus na Suprema Corte para tentar revogar a ordem judicial. Desta forma, os advogados alegaram excesso de prazo nas investigações e pediram a aplicação de medidas cautelares alternativas.

O relator do caso rejeitou os argumentos e manteve o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Zanin destacou que a fuga do distrito da culpa fundamenta a necessidade da segregação cautelar para garantir a aplicação da lei penal.

O magistrado pontuou que o acusado atuou de forma deliberada para ocultar seu paradeiro de todos. A atitude do brasileiro, de acordo com o relator, demonstra o intuito claro de frustrar o trabalho das autoridades policiais e judiciárias.

Movimentação bilionária com criptomoedas também colaborou para STF indeferir pedido da defesa

O volume financeiro transacionado pelo suspeito ultrapassou a marca de R$ 1,1 bilhão em um curto espaço de tempo. Assim, a complexidade do esquema criminoso exige um prazo maior para a conclusão do inquérito policial.

Os defensores tentaram o trancamento definitivo da investigação com base na demora para o oferecimento da denúncia. O STF entende essa medida como aplicável apenas em casos de ausência clara de provas.

O processo reúne indícios fortes de autoria e materialidade contra o homem identificado pelas iniciais B.K.T.T. nos autos. O encerramento precipitado do caso configuraria um desvio das normas constitucionais de persecução penal.

Por fim, o ministro declarou que os fatos expostos contribuem para negativa de habeas corpus ao investigado. “Os fundamentos acima expostos, por si sós, são suficientes para a manutenção do acórdão impugnado. Ante o exposto, denego a ordem“, finalizou Zanin.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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