O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a formação de um consórcio internacional para o lançamento de uma nova stablecoin de Dólar, por meio de uma joint venture. O acordo unifica as companhias Stripe, Visa, Mastercard, Coinbase e Shopify sob a bandeira da empresa Open Standard (OS).
A nova organização planeja administrar a chamada Open USD com foco central no mercado financeiro global. O órgão brasileiro liberou a operação comercial sem qualquer tipo de restrição para os agentes envolvidos.
O projeto desenvolve uma ferramenta atrelada ao dólar norte-americano para facilitar transações no comércio da internet. A moeda digital não possui previsão de disponibilidade de curto prazo para os usuários residentes no Brasil.

Consórcio busca quebrar monopólios de empresas isoladas no setor financeiro
O lançamento oficial do ativo ocorrerá a partir dos Estados Unidos em conformidade com as regras locais e a plataforma projeta operar com uma rede superior a 140 parceiros comerciais ativos.
Os fundadores prometem suporte técnico em diversas redes como Solana, Ethereum, Base e Tempo.
O grupo visa oferecer uma alternativa viável alternativa a organizações como a Tether e sua moeda USDT.
A infraestrutura da Open Standard garante interoperabilidade ampla para todos os participantes do ecossistema financeiro. A associação não exige exclusividade das corporações fundadoras na oferta de serviços de liquidação de ativos.
Marcas estabelecidas do setor de pagamentos manterão a distribuição de moedas concorrentes em suas plataformas oficiais. A corretora Coinbase e a rede Visa sustentam seus fluxos de negociação com a opção USDC sem alterações de rota.
Avaliação concorrencial descarta riscos de fechamento no mercado nacional
O conselho antitruste brasileiro enquadrou a transação sob o rito sumário por constatar ausência de riscos comerciais. A equipe técnica concluiu que a união não provoca concentração de mercado ou bloqueio de portas para rivais.
O consórcio de tecnologia iniciará suas operações no segmento de stablecoins com participação zerada na economia.
As duas concorrentes diretas do novo grupo concentram mais de noventa por cento de todo o volume financeiro circulante.
“A Operação trata-se da constituição de uma joint venture greenfield destinada a desenvolver, lançar, definir a governança e apoiar uma ou mais stablecoins“, diz trecho analisado pela reportagem do Livecoins.
O relatório final do governo atesta a incapacidade de prejuízo ao ambiente econômico do Brasil por conta desta união corporativa.
O documento processual obteve a assinatura eletrônica dos superintendentes responsáveis pelas análises de mercado competitivo.
A entrada da nova moeda instiga os limites de descentralização exigidos pelos usuários de transações eletrônicas. A disputa por fatias deste ecossistema atrai cifras bilionárias nos bastidores das grandes corporações da tecnologia.