“Coinbase não está falindo”, diz diretor da maior corretora de criptomoedas dos EUA

Corretoras de criptomoedas sob pressão.

Aplicativo da Coinbase com gráfico de desvalorização ao fundo
Aplicativo da Coinbase com gráfico de desvalorização ao fundo

A corretora Coinbase emitiu um comunicado dizendo que não está falindo e que tem ativos que sustentam suas operações para clientes para os próximos meses, mesmo com o mercado em baixa. Várias vagas de emprego em aberto foram fechadas pela maior plataforma dos Estados Unidos.

Listada na bolsa de valores nos Estados Unidos, a Coinbase viu suas ações caírem nos últimos meses, um sinal preocupante para muitos de seus investidores.

Com isso, criou-se um temor de mercado em que investidores começaram a suspeitar que a corretora de criptomoedas poderia estar enfrentando um problema gigante. O caso teve de ser explicado para o mercado, que observa as corretoras com atenção.

Nesta sexta-feira (3), as ações da Coinbase (NASDAQ: COIN) despencam 9,39%, cotada em US$ 67,05 por ação.

“Coinbase não está falindo”, diz diretor de finanças

Em um comunicado ao mercado, o perfil no Twitter da Coinbase divulgou que há um “FUD” entre os clientes que merecia explicações. A sigla significa que há medo, incerteza e dúvidas, ou seja, clientes da corretora estão suspeitando de problemas na empresa.

“Não acredite no FUD! Houve muita especulação sobre uma nova divulgação em nosso recente 10T e criou uma confusão compreensível. Vamos esclarecer algumas coisas.”

Com o anúncio, Paul Grewal, Diretor Jurídico da Coinbase, declarou haver pelo menos 6 bilhões de dólares depositados no banco, além de vários outros ativos que sustentam todas as operações dos clientes.

Ele declarou isso porque alguns clientes temiam pelo futuro da empresa após uma divulgação recente, mas isso não procede. Para garantir a confiança no negócio, Paul alega haver 3 medidas que garantem que problemas nunca ocorrerão.

O primeiro é que as criptomoedas de clientes e da corretora nunca se misturam, sendo isso totalmente auditado na empresa. Em segundo lugar, a Coinbase diz que não faz reserva fracionária com as moedas dos clientes como outras do mercado o fazem, sendo todo seu saldo disponível a qualquer momento que os clientes precisarem sacar seus recursos.

Por fim, Grewal finalizou sua explicação para garantir que a Coinbase não está falindo e os ativos dos clientes estão sempre protegidos, tanto no virtual quanto no físico.

Corretora fecha vagas de emprego em aberto e rescindirá contratos recém-assinados

Mesmo com as garantias apresentadas pelo CFO da Coinbase, o mercado acabou vendo um movimento curioso pela companhia no mercado de trabalho. Isso porque, com várias vagas de emprego em aberto e planos de expansão em andamento, tudo foi paralisado.

O anúncio foi feito no blog da corretora, pelo L.J Brock, Diretor de Pessoas. Ou seja, a Coinbase não irá mais contratar pessoas e deve rescindir contratos assinados há poucos dias.

“Em resposta às condições atuais do mercado e aos esforços contínuos de priorização de negócios, estenderemos nossa pausa de contratação para funções novas e de preenchimento no futuro próximo e rescindiremos várias ofertas aceitas.”

Ainda não está claro se esse movimento impedirá a Coinbase de chegar ao Brasil, movimento esperado nos últimos meses que acabou não se concretizando com força, ainda que brasileiros já consigam negociar na plataforma.

Vale lembrar que medidas no quadro de funcionários abalaram várias empresas do mercado de criptomoedas na última semana, mostrando que o mercado se prepara para um período de baixa (bear).

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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