Comitê da Basileia alerta contra Bitcoin: “se preparem para perder”

Bancos com exposição ao Bitcoin devem ter capital para cobrir prejuízos.

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Bitcoin como alvo
Bitcoin como alvo

O Comitê da Basileia para Supervisão Bancária (BCBS) emitiu um alerta contra o Bitcoin nesta quinta-feira (10). Referência entre autoridades reguladoras mundiais, o anúncio espera impedir o uso em larga escala das criptomoedas, afirmou a Reuters.

O mundo viu a chegada de El Salvador com um movimento de imenso potencial, com o primeiro país tornando o Bitcoin uma moeda de curso legal. Essa medida pode até impactar outros países, como o Brasil, visto que ambos têm relações comerciais.

Vale o destaque que o Banco Central do Brasil é uma das autoridades a participar do Comitê da Basileia, seguindo as recomendações do fórum para regulações prudenciais de mercado.

Nos últimos dias, um dos diretores do Banco Central do Brasil, João Manoel, afirmou que o Bitcoin deverá ser regulamentado de forma prudencial.

Comitê de Basileia alerta contra o uso de Bitcoin por bancos

No último ano empresas começaram a comprar Bitcoin como reserva de valor. Adicionando a moeda digital em seu tesouro, a intenção é diversificar investimentos com um ativo descorrelacionado dos demais presentes no mercado financeiro tradicional.

Para 2021, alguns bancos demonstraram o interesse em começar a trabalhar com criptomoedas. O movimento, contudo, já chama atenção da autoridade máxima mundial em regulamentação de bancos, o Comitê da Basileia, que reúne 45 autoridades monetárias de países.

De acordo com a Reuters, o Comitê da Basileia prevê a criação de regras conservadoras para que bancos negociem criptomoedas. Assim, uma eventual adoção em massa por essas instituições fica complicada com as novas determinações.

A nova abordagem então exigiria que bancos se preparem para perder dinheiro, com ponderações de risco nos registros contábeis das criptomoedas. O Comitê da Basileia prevê que o Bitcoin é um dos ativos que representa o maior risco dentre todos, visto que ele não tem “lastro”.

Stablecoins são de menor risco

O Comitê decidiu ainda que as stablecoins e tokens, que são lastreados em algum ativo, representam menor risco que o Bitcoin. Mesmo assim, qualquer criptomoeda adicionada em um tesouro deverá ser acompanhada de uma carga de capital extra, que cobriria as eventuais perdas com as desvalorizações das moedas digitais.

Por mais incrível que isso possa parecer, o Comitê da Basileia não colocou as criptomoedas de bancos centrais no relatório, indicando que elas não são de risco. Ou seja, o Real digital brasileiro, que ainda nem nasceu, pode ser mais seguro que o Bitcoin, que já funciona há 12 anos ininterruptos.

Claro que a medida vem a público em um momento chave da história da moeda digital, agora legalizada em El Salvador. O Comitê de Basileia ainda prevê uma consulta pública antes de publicar a versão final do seu alerta contra o Bitcoin.

O texto do Comitê, em inglês, pode ser ligo na íntegra aqui neste link.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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