Copom aponta para inflação acima do esperado

As criptomoedas poderão ser apresentadas cada vez mais como uma alternativa, aumentando a sua adoção, tal como está a acontecer em diferentes países ao redor do mundo.

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Dinheiro. Imagem: Shutter Stock
Dinheiro. Imagem: Shutter Stock

Durante a pandemia e o lockdown o governo tomou algumas políticas, nomeadamente no que diz respeito ao aumento da oferta monetária, que sabíamos que poderiam afetar os preços dos produtos, reduzindo assim o poder de compra dos brasileiros.

Nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) tem vindo a ser elevada a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ontem saiu um novo relatório subindo novamente a taxa Selic em mais 0.75%, colocando assim a taxa no valor de 4.25%.

Essa elevação pretende assim reduzir a pressão inflacionária.

Mas o relatório diz muito mais sobre a economia e dá algumas informações às quais deveremos ficar atentos sobre a inflação. Enquanto que no relatório anterior o Copom referia que os choques (inflacionários) seriam temporários, no relatório lançado ontem a informação é diferente.

Segundo descrito, a pressão inflacionária está maior do que o esperado nomeadamente nos bens industriais. Isso é possível ver com a elevação do Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) que, neste momento, se encontra acima dos 37% em 12 meses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem o valor de 8.06% e que, tal como o Copom também refere no relatório, se encontra acima do esperado já que o valor esperado de inflação era de 3.75% com uma tolerância de 1.5%, colocando assim o teto da inflação de 5.25%.

O relatório prevê ainda que a subida de preços administrados, tais como conta de água e da eletricidade, terminem o ano com alta de preço de 9.7%.

Uma das preocupações apontadas é a lentidão na normalização nas condições de oferta e a resiliência da demanda, ou seja, continua a existir pouca oferta de bens quando comparada com a procura.

Esta alta da inflação pode ainda estar distante de um ciclo de hiperinflação, no entanto, é certo que os brasileiros terminarão este ano com um poder de compra menor do que no ano anterior.

Esta é uma das razões que poderá fazer com que, por um lado, as pessoas procurem soluções de financiamento e crédito para fazer face às despesas, endividando-se mais e, por outro lado, fará com que outras pessoas procurem aplicações que apresentem resultados acima da inflação.

E, por tudo isto, as criptomoedas poderão ser apresentadas cada vez mais como uma alternativa, aumentando a sua adoção, tal como está a acontecer em diferentes países ao redor do mundo.

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Cátia Azenha
Engenheira de formação, amante de economia, investimentos e criptomoedas. Fundadora do projeto Mundo Cripto Feminino e atualmente é única mulher, em Portugal, com um canal exclusivamente sobre criptomoedas.

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