Corretora hackeada perde 6 milhões e não tem como pagar clientes

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Uma famosa corretora da Espanha, chamada 2gether, anunciou no último domingo (2) que não tem dinheiro para compensar seus clientes que perderam mais de € 1,1 milhão (cerca de R$ 6 milhões) após um ataque hacker no dia 31 de julho. Segundo a corretora, o máximo que ela pode fazer é oferecer o seu token nativo aos clientes.

Segundo as informações divulgadas, os hackers roubaram o valor de € 1,183 milhão em criptomoedas de contas de investimento na plataforma. Esse valor representa 26.79% dos fundos declarados da companhia. Com isso, a 2gether não tem como devolver imediatamente o valor roubado de seus muitos clientes.

“Nos dois dias após o ataque nós trabalhamos para encontrar os recursos necessários para cobrir todas as posições.

Mais especificamente, e até alguns minutos atrás, estávamos trabalhando com um grupo de investimento, mas que infelizmente não chegamos em nenhum acordo”, diz o anúncio.

No comunicado a 2gether não informou como a plataforma foi hackeada. No entanto, em declarações no Twitter, a equipe informou que as contas que foram invadidas foram apenas as de criptomoedas, as de Euro estão seguras, assim como as carteiras frias.

Em vídeo grupo 2gether explicou a situação para seus clientes.

Sem a possibilidade imediata de devolver os valores que foram roubados, a companhia está tentando compensar seus clientes oferecendo o token nativo da plataforma: O 2GT. Quem aceitar a compensação com o token vai receber a quantidade roubada de sua conta na moeda digital.

“Nós queremos compensar o montante roubado em criptomoedas (26.79% da nossa posição antes do ataque) com um volume equivalente em 2GT, com o preço de emissão de 5 centavos.”

O token nativo da plataforma é utilizado como uma moeda de utilidade para diferentes tipos de atividades dentro da corretora, além da interação entre clientes. Mas ainda assim, a 2gether afirmou que continua buscando mais dinheiro para conseguir retornar as posições de seus clientes.

“Além disso, nós nos comprometemos a continuar procurando, com força total e o mais rápido possível, por fundos adicionais para compensar todas as criptomoedas roubadas. Assim, você poderá voltar para a totalidade de suas posições e o valor equivalente em 2GT tokens a preço de emissão.”

Por fim, vale sempre manter a velha regra de “Não é sua carteira, não é seu Bitcoin”, lembrando que o melhor é sempre guardar as suas criptomoedas em um local seguro e sem conexão com a internet.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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