Criador do Twitter pede doação em Bitcoin contra violência policial na Nigéria

O Banco Central da Nigéria obrigou um processador de pagamentos a parar de aceitar doações. Com isso, começou uma campanha nas redes sociais para que essas doações sejam feitas em Bitcoin.

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Protestos contra a unidade SARS da polícia da Nigéria.

Jack Dorsey, criador e CEO do Twitter, é uma personalidade muito importante em diferentes setores, incluindo no criptomercado e em causas sociais. Unindo esses dois setores mais uma vez, Jack incentivou doações de Bitcoin para uma campanha nigeriana contra a brutalidade policial que acontece no país.

Em seu perfil pessoal, o criador do Twitter postou uma mensagem em apoio a um outro perfil, pedindo doações para a campanha EndSARS, que tem como objetivo ajudar a lutar contra casos de violência policial cometidas contra um grupo específico do governo.

Os protestos contra o Special Anti-Robbery Squad (SARS) do governo da Nigéria tem se tornado cada vez mais fortes e comuns no país africano. Os manifestantes estão buscando doações para manter a luta pela causa, principalmente em Bitcoin e outras criptomoedas para poder evitar as recentes sanções do governo.

O SARS nasceu como uma unidade especial da Polícia Nigeriana para combater roubos e assaltos e até mesmo teve como um dos principais objetivos ajudar a combater crimes cibernéticos. No entanto, a força tarefa está sendo acusada de ter “se rebelado” e ter se tornado quase que uma milícia. Há várias denuncias de que o SARS está envolvido em extorsões e realizou várias prisões falsas nos últimos anos, tudo como tática de intimidação.

As acusações chegarem em um ponto que acabou exigindo ação popular, com centenas de milhares de pessoas envolvidas em conflitos com os policiais, o que acabou resultando em diversas mortes.

Doações em Bitcoins são importantes

Várias pessoas realizaram diversas doações para a causa, com nigerianos doando de dentro e de fora do país. Cerca de 37 milhões de nairas (por volta de R$ 541 mil) através de doações tradicionais do Flutterware, um processador de pagamentos do país.

Desde o começo da semana os problemas com a Flutterware começaram, com fontes informando que o Banco Central da Nigéria obrigou a empresa a parar de aceitar as doações.

Com isso, começou uma campanha nas redes sociais para que doações sejam feitas em Bitcoin, evitando que os pagamentos sejam regulados novamente pelo Banco Central e evite que o dinheiro arrecadado chegue aos organizadores do grupo.

O governo do país anunciou que a dissolução do SARS, mas os protestos ainda continuam, com os manifestantes alegando que apenas desfazer o grupo policial não é o suficiente para evitar as perseguições e a violência cometida pelos agentes da lei.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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