Dono da maior corretora de criptomoedas da Rússia é preso

Desde 2018 ex-clientes da Wex abriram processos contra a empresa e as autoridades abriram um processo criminal contra os envolvidos em todo o esquema.

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Dmitry Vasiliev, ex-CEO e fundador da exchange de criptomoedas da Rússia, Wex, foi preso no começo de agosto pela Interpol e levado para um centro de detenção preventiva em agosto de 2021, a prisão foi decretada pelo governo do Cazaquistão.

Dmitry é acusado de ter auxiliado em um conhecido golpe e ter facilitado a lavagem de dinheiro e novos golpes contra seus clientes.

De acordo com as notícias locais, a corretora Wex é sucessora da BTC-e, uma corretora que começou em 2011 e durou até 2017. No entanto quando ela caiu, levou muita gente a perder tudo. O CEO da BTC-e foi preso na Grécia, acusado de lavagem de dinheiro na casa dos US$ 9 bilhões utilizando Bitcoin.

A corretora teve problemas com as autoridades da Rússia por não ter nenhum tipo de processo de KYC ou de identificação de transações para evitar lavagem de dinheiro e transações suspeitos. Com isso, a administração da corretora acabou ficando sob vigilância da polícia na Rússia.

WEX

A corretora teve suas atividades reiniciadas sobe o nome de Wex e a sua administração foi transferida para um morador da Bielorrússia, Dmitry Vasiliev. A empresa começou a atuar novamente no mercado e atraiu muitos outros clientes, conseguindo enganar as autoridades por um tempo.

Em 2018 Vasiliev anunciou que iria vender a Wex para o empresário Dmitry Khavchenko, mas a mudança de administração não aconteceu sem imprevistos para os clientes.

Durante a troca de donos a corretora pausou suas atividades e de acordo com investigações, cerca de 30 mil bitcoins e 700 mil litecoins foram roubados das carteiras da corretora em um golpe de exit scam.

Na época o valor representava mais de US$ 350 milhões roubados e deixou milhares de investidores no prejuízo.

Desde 2018 ex-clientes da Wex abriram processos contra a empresa e as autoridades abriram um processo criminal contra os envolvidos em todo o esquema.

Até o momento nenhum dos processos criminais conseguiu rastrear e descobrir o que aconteceu com os milhões que foram roubados.

Clientes ainda têm esperança de que o valor possa ser recuperado. No entanto, levou 2 anos para Vasiliev ser preso, a investigação para encontrar os bitcoins pode levar muito mais tempo.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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